Paulo escrevendo.

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quinta-feira, 18 de julho de 2013

35º Questionamento feito a Paulo.

35º - Por que voce não se casou? é Contra o casamento?

Paulo não era casado (cf. 1Cor 7,8"8. Aos solteiros e às viúvas, digo que lhes é bom se permanecerem assim, como eu."), Alguns exegetas acham que ele era viúvo. Não sei qual o argumento que eles têm para fazer tal afirmação. Paulo não se casou, não porque era contra o casamento, mas porque não quis casar. Era a maneira como ele via sua vocação pessoal e procurava ser fiel a ela. O não querer casar-se tinha a ver com sua experiencia pessoal de Cristo (cf.1Cor 7,32 "32-Quisera ver-vos livres de toda preocupação. O solteiro cuida das coisas que são do Senhor, de como agradar ao Senhor") e com o fato de que em Cristo o fim dos tempos ja tinha chegado (cf. 1Cor 7,29-31"29. Mas eis o que vos digo, irmãos: o tempo é breve. O que importa é que os que têm mulher vivam como se a não tivessem; 30. os que choram, como se não chorassem; os que se alegram, como se não se alegrassem; os que compram, como se não possuíssem;31. os que usam deste mundo, como se dele não usassem. Porque a figura deste mundo passa"; cf. Mc 12,25 "25. Na ressurreição dos mortos, os homens não tomarão mulheres, nem as mulheres, maridos, mas serão como os anjos nos céus."). Mesmo não casando, Paulo defendia o direito que ele tinha de casar (cf 1Cor 9,5"5. Acaso não temos nós direito de deixar que nos acompanhe uma mulher irmã, a exemplo dos outros apóstolos e dos irmãos do Senhor e de Cefas?). Não era contra o casamento. Pelo contrário, considerava a teoria daqueles que proibiam o casamento (cf. 1Tm 4,1-7"1. O Espírito diz expressamente que, nos tempos vindouros, alguns hão de apostatar da fé, dando ouvidos a espíritos embusteiros e a doutrinas diabólicas, 2. de hipócritas e impostores que, marcados na própria consciência com o ferrete da infâmia, 3. proíbem o casamento, assim como o uso de alimentos que Deus criou para que sejam tomados com ação de graças pelos fiéis e pelos que conhecem a verdade. 4. Pois tudo o que Deus criou é bom e nada há de reprovável, quando se usa com ação de graças. 5. Porque se torna santificado pela palavra de Deus e pela oração. 6. Recomenda esta doutrina aos irmãos, e serás bom ministro de Jesus Cristo, alimentado com as palavras da fé e da sã doutrina que até agora seguiste com exatidão. 7. Quanto às fábulas profanas, esses contos extravagantes de comadres, rejeita-as.) como "doutrina demoniaca", como "hipocresia de mentirosos" e fábulas impias de gente caduca".

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

34° - Questionamento feito a Paulo.

34º - Paulo, além de brigar com barnabé, você brigou também com Pedro. Foi pelo mesmo motivo?

     Na pergunta anterior, explicamos porque motivo Paulo brigou com Barnabé. Paulo brigou também com Pedro, mas não foi pelo mesmo motivo. A crise mais profunda das primeiras comunidades surgiu por ocasião da entrada dos pagãos na Igreja. No começo, ninguém pensava em converter os pagãos. Só se anunciava Evangelho aos judeus (cf. At 11,19 "19. Entretanto, aqueles que foram dispersados pela perseguição que houve no tempo de Estêvão chegaram até a Fenícia, Chipre e Antioquia, pregando a palavra só aos judeus.").
     Caso um pagão quisesse entrar na Igreja, aplicava-se o costume antigo. Desde séculos, quando um pagão se convertia ao Deus de Israel. ele devia assumir também todos os compromissos da Aliança que Deus tinha firmado com o seu povo, a saber, a observância da Lei de Moisés, a circuncisão, os costumes das normas da pureza etc. Essa era a teoria antiga que continuava em vigor, aceita por todos. Mas a prática dos Cristãos correu na frente da teoria e modificou o quadro.
     Em Antioquia, os cristãos, todos eles judeus convertidos, fugidos de Jerusalém na época da grande perseguição, começaram a falar de Jesus também aos pagãos (cf. At 11,19-20 "19. Entretanto, aqueles que foram dispersados pela perseguição que houve no tempo de Estêvão chegaram até a Fenícia, Chipre e Antioquia, pregando a palavra só aos judeus. 20. Alguns deles, porém, que eram de Chipre e de Cirene, entrando em Antioquia, dirigiram-se também aos gregos, anunciando-lhes o Evangelho do Senhor Jesus.") E diz o livro dos Atos: "A mão do Senhor estava com eles, e bom número abraçou a fé e converteu-se ao Senhor" (At 11,21). Fato consumado! Os pagãos, entraram sem passar pelas observancias judaicas! Aí surgiu o problema teórico "Se não fossem circuncidados como ordena a lei de Moisés, vocês não poderão salvar-se" (At 15,1).
     Dividiu-se a Igreja! Um Grupo, concentrado em Antioquia, tomou a defesa da entrada direta dos pagãos, sem passar pela observância da lei de Moisés. Paulo e Barnabé faziam parte desse grupo. Outro grupo, concentrado em Jesrusalém dizia o contrário: É preciso circuncidar os pagãos e impor-lhes a observancia da lei de moisés" (At 15,5). Convocou-se uma reunião, um Concilio, para resolver o problema e decidir a questão (cf. At 15,6 "6. Reuniram-se os apóstolos e os anciãos para tratar desta questão.")
     O concilio decidiu em favor da entrada dos pagãos, sem a imposição da lei de Moisés e da circuncisão. A decisão estava baseda na prática, nos fatos e na experiencia. A prática: Tudo aquilo que acontecera nas viagens de Paulo e Barnabé (cf. At 15,3-4.12 "3. Acompanhados (algum tempo) dos membros da comunidade, tomaram o caminho que atravessa a Fenícia e Samaria. Contaram a todos os irmãos a conversão dos gentios, o que causou a todos grande alegria. 4. Chegando a Jerusalém, foram recebidos pela comunidade, pelos apóstolos e anciãos, a quem contaram tudo o que Deus tinha feito com eles. 12. Toda a assembléia o ouviu silenciosamente. Em seguida, ouviram Barnabé e Paulo contar quantos milagres e prodígios Deus fizera por meio deles entre os gentios."); os fatos: a conversão de Cornélio e o seu batismo por Pedro (cf At 15,7-9 " 7. Ao fim de uma grande discussão, Pedro levantou-se e lhes disse: Irmãos, vós sabeis que já há muito tempo Deus me escolheu dentre vós, para que da minha boca os pagãos ouvissem a palavra do Evangelho e cressem.
8. Ora, Deus, que conhece os corações, testemunhou a seu respeito, dando-lhes o Espírito Santo, da mesma forma que a nós.
9. Nem fez distinção alguma entre nós e eles, purificando pela fé os seus corações.")
;a experiencia: a incapacidade sentida pelos judeus de conseguirem a justiça através da observancia da lei (cf At 15,10 "10. Por que, pois, provocais agora a Deus, impondo aos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?") Foi desse modo que o Concilio releu e atualizou a teoria antiga e chegou aconclusão: "É pela graça do senhor que aceditamos ser salvos" (At 15,11).

       A decisão do Concilio foi um marco importante na história das primeiras comunidades. Mas nem todos entenderam o seu alcance. Alguns se apegavam à letra do documento conciliar (cf At 15,23-29 " 23. Por seu intermédio enviaram a seguinte carta: "Os apóstolos e os anciãos aos irmãos de origem pagã, em Antioquia, na Síria e Cilícia, saúde!24. Temos ouvido que alguns dentre nós vos têm perturbado com palavras, transtornando os vossos espíritos, sem lhes termos dado semelhante incumbência.25. Assim nós nos reunimos e decidimos escolher delegados e enviá-los a vós, com os nossos amados Barnabé e Paulo,26. homens que têm exposto suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo.27. Enviamos, portanto, Judas e Silas que de viva voz vos exporão as mesmas coisas.28. Com efeito, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor outro peso além do seguinte indispensável:29. que vos abstenhais das carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne sufocada e da impureza. Dessas coisas fareis bem de vos guardar conscienciosamente. Adeus!) e negavam seu espirito.
Ora, é dentro desse contexto das tenções pré conciliares, que vai aparecer a briga de Paulo com Pedro.
     Certa vez, Pedro chegou de visita à comunidade de Antioquia. Fiel ao espirito do Concilio, vivia com todo mundo sem fazer distinção entre pagãos e judeus; (cf. Gl 2,12 " 12. Pois, antes de chegarem alguns homens da parte de Tiago, ele comia com os pagãos convertidos. Mas, quando aqueles vieram, retraiu-se e separou-se destes, temendo os circuncidados.") A essa altura chegou de Jerusalém um grupo mais conservador de judeus convertidos que não se misturava com os pagãos. Com medo das criticas desse grupo, Pedro se afastou dos pagãos (cf. Gl 2,12 " 12. Pois, antes de chegarem alguns homens da parte de Tiago, ele comia com os pagãos convertidos. Mas, quando aqueles vieram, retraiu-se e separou-se destes, temendo os circuncidados.") A mundabça no comportamento de Pedro levou muita gente a fazer o mesmo "Até Barnabé se deixou levar pela hipocrisia" (Gl 2,13). Foi um impacto muito grande na comunidade. Por causa dessa atitude de Pedro, os pagãos ficavam com a impressão de serem cristãos de segunda categoria. Cristão mesmo, cem por cento, de primeira categoria, seria só ojudeu convertido que observava a lei de Moisés! Fiel à letra do Concílio, Pedro, sem se dar conta, negava o seu espirito na prática. O seu conportamento era "digno de censura (Gl 2,11).
     Quando Paulo percebeu a gravidade da situação, reagiu fortemente e brigou com Pedro. Ele mesmo descreve o fato: "Quando vi que eles não estavam agindo direito conforme a verdade do Evangelho, eu disse a pedro, na frente de todos: "Voce é judeu, mas já viveu como os pagãos e não como os judeus. Como então pode, agora, obrigar os pagãos a viverem como judeus?" (Gl 2,14). 
     A reação de Paulo revela a profundidade da experiencia que ele teve no caminho de Damasco. Foi lá qu ele experimentou, de um lado, a propria incapacidade de atingir a justiça pela observancia da lei e, do outro, a misericordia de Deus que o acolhia de graça e lhe comunicava a justiça pel fé em Jesus Cristo. Reagindo contra Pedro, Paulo, de certo modo estava defedendo a experiencia que teve de Deus no caminho de Damasco, e tirava uma lição para a vida de toda a Igreja.








segunda-feira, 13 de agosto de 2012

33º - Questionamento feito a Paulo.

33° - Você brigou com Barnabé no começo da segunda viagem missionária. Por quê?

     João Marcos, sobrinho de Barnabé, acompanhou Paulo e Barnabé na primeira viagem, mas os abandonou na metade do caminho (cf. At 13,13 "13. Paulo e os seus companheiros navegaram de Pafos e chegaram a Perge, na Panfília, de onde João, apartando-se deles, voltou para Jerusalém.') Quando Paulo convidou Barnabé para uma segunda viagem, este quis que João Marcos fosse junto outra vez (cf At 15,37 "37. Barnabé queria levar consigo também João, que tinha por sobrenome Marcos."). "Mas Paulo era de opinião que não se devia levar junto aquele que os havia abandonado na Panfilia e não os acompanhara no trabalho" (At 15,38). Foi aí que os dois brigaram e se separaram, um do outro, por causa de Marcos (cf. At. 15,38-40 "38. Paulo, porém, achava que não devia ser admitido quem se tinha separado deles em Panfília e não os havia acompanhado no ministério. 39. Houve tal discussão que se separaram um do outro, e Barnabé, levando consigo Marcos, navegou para Chipre. 40. Paulo, porém, tendo escolhido Silas, e depois de ter sido recomendado pelos irmãos à graça do Senhor, partiu. Ele percorreu a Síria, a Cilícia, confirmando as comunidades.").
     Mais tarde houve a reconciliação. Paulo tornou-se, novamente amigo de Marcos e reconheceu o valor dele para o anuncio do Evangelho, pois ele escreve a Timóteo: "Procure Marcos e traga-o com você, porque ele pode ajudar-me no ministério"(2Tm 4,11). E na primeira carta aos corintios, Barnabé é lembrado como companheiro fiel e exemplar de Paulo (cf. 1Cor 9,6).   






terça-feira, 31 de julho de 2012

32° - Questionamento feito a Paulo.

32º - Qual foi a razão última que levou você a aceitar Jesus como Messias?

Houve o encontro na estrada de Damasco que derrubou Paulo e o deixou cego durante três dias. Foi a experiência mais forte e mais duradoura da sua vida. No entanto, não foi só isso que o levou a aceitar Jesus e reconhecê-lo como Messias. Dentro dessa experiência, única e avassaladora, brilhou para Paulo a certeza de que Jesus é o sim de Deus à promessas feitas ao povo passado (cf 2Cor 1,20 “20. Porque todas as promessas de Deus são sim em Jesus. Por isso, é por ele que nós dizemos Amém à glória de Deus.”)

Com outras palavras, aceitando Jesus como Messias, Paulo não estava sendo infiel ao seu povo, nem estava deixando de ser judeu, mais tornava-se mais judeu ainda; No fundo, foi a vontade de ser fiel ao seu povo e às suas esperanças, suscitadas pelas promessas de Deus, que o obrigava a aceitar Jesus como Messias. A sua fidelidade a Cristo e a sua experiência de Cristo de um lado, e a sua fidelidade ao seu povo e a sua experiência de povo do outro eram, como dois lados da mesma moeda.

Paulo nunca se sentiu traidor do seu povo, por mais que o acusassem disso. Ao contrário, vivendo em Cristo, sentia-se mais judeu do que antes, possuidor da esperança do seu povo. Era a fidelidade ao Antigo Testamento que o levou a aceitar o Novo Testamento.



31° - Questionamento feito a Paulo.

31° - Como foi a entrada de Jesus e em sua vida? Qual o significado e o alcance que a experiência na estrada de Damasco teve para você?

     A entrada de Jesus foi o divisor de águas. A vida de Paulo se divide em antes e depois da experiência na estrada de Damasco. Os fenômenos externos que acompanharam o processo interno da conversão e os termos e comparações usados para descreve-la sugerem que a entrada de Jesus na vida de Paulo não foi uma brisa leve e tranquila, mais uma tempestade violenta, repentina. Ela sacudiu tudo e atingiu as fundações da sua existência. Faz desmoronar todo um mundo, uma tradição antiga, montada desde séculos, e fez aparecer um novo começo.
     Deus não lhe pediu licença. Entrou sem mais e jogou Paulo no chão (Cf. At. 9,4; "4. Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?" 22,17; "7. Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?") Quando levantou estava cego, e cego ficou durante três dias (cf. At 9,8-9 "8. Saulo levantou-se do chão. Abrindo, porém, os olhos, não via nada. Tomaram-no pela mão e o introduziram em Damasco, 9. onde esteve três dias sem ver, sem comer nem beber.").
     Apesar de ser o guia do grupo, Paulo teve que ser guiado pelos próprios súditos (cf At 9,8 "8. Saulo levantou-se do chão. Abrindo, porém, os olhos, não via nada. Tomaram-no pela mão e o introduziram em Damasco,"). Ele mesmo diz que o nascimento dele para Cristo não foi normal. Deus o fez nascer de maneira forçada e violenta através de um aborto (cf 1Cor 15,8 "8. E, por último de todos, apareceu também a mim, como a um abortivo.") Paulo não estava esperando fui "apanhado!" (Fl 3,12). Mesmo assim depois que tudo aconteceu, teve que reconhecer que era essa a sua vocação desde sempre. Foi para isso que Deus o havia separado e colocado à parte , desde o seio materno (cf. Gl 1,15 "15. Mas, quando aprouve àquele que me reservou desde o seio de minha mãe e me chamou pela sua graça,"). Paulo o viveu como sendo seu destino a sua vocação, a sua missão. Uma quase fatalidade, da qual já não podia escapar: o seu destino passou a ser anunciar o Filho de Deus entre os pagãos (Cf. Gl 1,16 "16. para revelar seu Filho em minha pessoa, a fim de que eu o tornasse conhecido entre os gentios, imediatamente, sem consultar a ninguém".) Era uma necessidade para ele: "Ai de mim se não anunciar o evangelho!" (1Cor 9,16). Ao mesmo tempo, ele viveu aquela hora como um momento de misericórdia por parte de Deus. Deus o acolheu, quando ele mesmo era insolente e perseguidor (cf. 1Tm 1,13 "13. a mim que outrora era blasfemo, perseguidor e injuriador. Mas alcancei misericórdia, porque ainda não tinha recebido a fé e o fazia por ignorância.") Foi o momento que super abundou nele a graça de Deus (cf 1Tm. 1,14 "14. E a graça de nosso Senhor foi imensa, juntamente com a fé e a caridade que está em Jesus Cristo."). Foi assim que Cristo o formou para o serviço (cf 1Tm 1,12 "12. Dou graças àquele que me deu forças, Jesus Cristo, nosso Senhor, porque me julgou digno de confiança e me chamou ao ministério,").
     Para Paulo, o viver era Cristo (cf. Fl 1,21 "21. Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro."). Já não era ele que vivia, mas Cristo nele (cf. Gl 2,20 "20. Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim."). Paulo sabia que era amado: "Ele amou e se entregou por mim!" (Gl 2,20). Daquele ponto em diante, ele já não queria saber de outra coisa a não ser Jesus crucificado (cf. 1Cor 2,2 "2. Julguei não dever saber coisa alguma entre vós, senão Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado.") Queria completar na sua própria carne o que faltava na Paixão de Cristo (cf. Cl 1,24 "24. Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja.") Por amor a Jesus, largou tudo para poder possui-lo e ser encontrado nele (cf. Fl. 3,8-9 "8. Na verdade, julgo como perda todas as coisas, em comparação com esse bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor. Por ele tudo desprezei e tenho em conta de esterco, a fim de ganhar Cristo
9. e estar com ele. Não com minha justiça, que vem da lei, mas com a justiça que se obtém pela fé em Cristo, a justiça que vem de Deus pela fé.). Participou da Paixão de Cristo para poder experimentar a sua Ressurreição (cf Fl 3,10-11 "10. Anseio pelo conhecimento de Cristo e do poder da sua Ressurreição, pela participação em seus sofrimentos, tornando-me semelhante a ele na morte,11. com a esperança de conseguir a ressurreição dentre os mortos.) Trazia a agonia de Jesus no corpo, para que se manifestasse nele a vida (cf 2Cor 4,10-12; "10. Trazemos sempre em nosso corpo os traços da morte de Jesus para que também a vida de Jesus se manifeste em nosso corpo. 11. Estando embora vivos, somos a toda hora entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus apareça em nossa carne mortal. 12. Assim em nós opera a morte, e em vós a vida.; Gl 6,17 "17. De ora em diante ninguém me moleste, porque trago em meu corpo as marcas de Jesus."). Paulo vivia uma total identificação com Jesus morto e ressuscitado.
 
     Por causa dessa experiencia de Cristo morto e ressuscitado, tudo mudou na vida de Paulo: de livre virou escravo, de honrado virou expulso, de rico virou pobre! Por causa do amor de Cristo suporta tudo e vive entregue, dia e noite (cf. 1Cor 13,4-6 "4. A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. 5. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. 6. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade."). Um novo critério invadiu sua vida: a graça libertadora de Deus tomou forma concreta em Jesus, "que amou e se entregou por mim" (Gl 2,20).

















































terça-feira, 24 de julho de 2012

30º - Questionamento feito a Paulo.

30º- Paulo, porque você aprovou a morte de Estevão e perseguiu os Cristãos?

     Paulo Procurava atingir a justiça através da observancia da lei (cf. Fl 3,5-6 "5. circuncidado ao oitavo dia, da raça de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu e filho de hebreus. Quanto à lei, fariseu;6. quanto ao zelo, perseguidor da Igreja; quanto à justiça legal, declaradamente irrepreensível.") . A sua Vida e a vida do seu povo estavam organizadas e estruturadas, desde séculos, em torno das exigências da Aliança, o povo alcançaria a justiça, seria justo. Essa era a teoria, a doutrina ensinada ao povo. A prática, porém era outra.
     Na prática, Paulo experimentava dolorosamente que ele, apesar de todo o seu esforço, não era capaz de cumprir tudo o que a lei mandava. O seu esforço não bastava para alcançar a justiça. Paulo continuava em falta com Deus e não alcançava a paz da consciencia. Queria fazer o bem e não conseguia (cf. Rm 7,14-24 "14. Sabemos, de fato, que a lei é espiritual, mas eu sou carnal, vendido ao pecado. 15. Não entendo, absolutamente, o que faço, pois não faço o que quero; faço o que aborreço. 16. E, se faço o que não quero, reconheço que a lei é boa. 17. Mas, então, não sou eu que o faço, mas o pecado que em mim habita. 18. Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita o bem, porque o querer o bem está em mim, mas não sou capaz de efetuá-lo. 19. Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero. 20. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu que faço, mas sim o pecado que em mim habita. 21. Encontro, pois, em mim esta lei: quando quero fazer o bem, o que se me depara é o mal. 22. Deleito-me na lei de Deus, no íntimo do meu ser. 23. Sinto, porém, nos meus membros outra lei, que luta contra a lei do meu espírito e me prende à lei do pecado, que está nos meus membros. 24. Homem infeliz que sou! Quem me livrará deste corpo que me acarreta a morte?.."). Mesmo assim apesar da prática deficiente, ninguém duvidava da exatidão da doutrina ensinada pelos fariseus.
     O testemunho de Estevão, porém, abalou na raiz este mundo de Paulo e questionou radicalmente a exatidão do caminho que ele seguia para alcançar a justiça e a paz com Deus. Na hora de morrer apedrejado, Estevão disse: "Vejo os céus abertos e o Filho do Homem de pé a direita de Deus" (At 7,56). Nesse testemunho, Estevão dava prova de estar na presença de Deus e de ser acolhido por ele, tranquilo, em paz com a própria consciencia, e, portanto, de possuir a justiça que Paulo procurava e não alcançava. E mais: Estêvão possuía a justiça não como resultado da observancia da Lei, mas como um dom gratuito de Deus; o mesmo Jesus que, alguns anos atrás, tinha sido condenado como herético e blasfemo pela suprema autoridade dos judeus e morrera vergonhosamente numa cruz!
     Este testemunho tão breve e tão simples era a negação radical do ideal de justiça de Paulo. Ou Estevão, ou Paulo! Os dois não podiam ser verdadeiros ao mesmo tempo. Eram dois caminhos totalmente diferente, dois mundos opostos ou um ou outro!
     Paulo estava convencido de que seu caminho era o caminho certo. Para ele, o caminho de Estevão era falso e corruptor dos bons costumes. Por isso, aprovou a morte de Estevão e começou a perseguir os cristão. Agia por ignorância (Cf. 1Tm 1,13 "13. a mim que outrora era blasfemo, perseguidor e injuriador. Mas alcancei misericórdia, porque ainda não tinha recebido a fé e o fazia por ignorância.')Pensava estar prestando um serviço a Deus em defesa da tradição dos pais. Mais no fundo, quem sabe, se Paulo procurava calar a voz de Estevão e dos Cristãos, era porque queria abafar a voz da própria consciencia que começava a incomoda-lo. Paulo estava fugindo de sí mesmo e de Deus, até que Deus interveio e o derrubou na estrada de Damasco.


quinta-feira, 12 de julho de 2012

29º - Questionamento feito a Paulo.

29º- Paulo, qual o lugar que a religião ocupa em sua vida? 

Paulo sempre foi profundamente religioso, tanto antes como depois da sua conversão para Cristo. Antes da conversão, ele vivia conforme a lei e a esperança de seu povo (cf. At 24,14-15 "14.Reconheço na tua presença que, segundo a doutrina que eles chamam de sectária, sirvo a Deus de nossos pais, crendo em todas as coisas que estão escritas na lei e nos profetas. 15. Tenho esperança em Deus, como também eles esperam, de que há de haver a ressurreição dos justos e dos pecador"; 22,3 "3. Continuou ele: Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade, instruí-me aos pés de Gamaliel, em toda a observância da lei de nossos pais, partidário entusiasta da causa de Deus como todos vós também o sois no dia de hoje."; 26,6-7 "6. Mas agora sou acusado em juízo, por esperar a promessa que foi feita por Deus a nossos pais,7. e a qual as nossas doze tribos esperam alcançar, servindo a Deus noite e dia. Por essa esperança, ó rei, é que sou acusado pelos judeus.") identificado com o ideal da religião de seus pais. Na prática da religião, ele seguia o grupo mais observante, que era o grupo dos fariseus (cf. At. 26,5). Ele mesmo confessa que era irrepreensível na mais estrita observancia da lei (cf. Fl 3,6 "6. quanto ao zelo, perseguidor da Igreja; quanto à justiça legal, declaradamente irrepreensível.) Paulo era um homem de zelo (cf. Fl. 3,6 "6. quanto ao zelo, perseguidor da Igreja; quanto à justiça legal, declaradamente irrepreensível"; At 22,3 "3. Continuou ele: Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade, instruí-me aos pés de Gamaliel, em toda a observância da lei de nossos pais, partidário entusiasta da causa de Deus como todos vós também o sois no dia de hoje."), "zelo pelas tradições paternas" (Gl 1,14).Para defender a tradição dos pais chegou a perseguir os cristãos (cf. At 26,9 " 9. Também eu acreditei que devia fazer a maior oposição ao nome de Jesus de Nazaré."; 22,4 "4. Eu persegui de morte essa doutrina, prendendo e metendo em cárceres homens e mulheres.Gl 1,13 "13. Certamente ouvistes falar de como outrora eu vivia no judaísmo, com que excesso perseguia a Igreja de Deus e a assolava;
    Era na vivência fiel dessa religião dos pais que paulo procurava a sua segurança junto de Deus. O testemunho de Estevão, porém, abalou-o profundamente. Foi o começo da mudança.
     A conversão para Cristo significou uma mudança profunda na vida de Paulo, mas não significou uma mudança ou troca de Deus. Pelo contrário! Paulo continuou fiel ao mesmo Deus de sempre, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, o Deus de jacó. A diferença profunda entre ante e depois é que, agora, ele não coloca a sua segurança na observãncia da Lei, mas no amor gratuiro de Deus por ele, manifestado e experimentado em Jesus (cf Gl. 2,20-21 "20. Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim. 21. Não menosprezo a graça de Deus; mas, em verdade, se a justiça se obtém pela lei, Cristo morreu em vão."). É na certeza absoluta desse amor que está o fundamento último da nova segurança que encontrou junto de Deus (cf. Rm 8,31-39 " 31. Que diremos depois disso? Se Deus é por nós, quem será contra nós? 32. Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas que por todos nós o entregou, como não nos dará também com ele todas as coisas? 33. Quem poderia acusar os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. 34. Quem os condenará? Cristo Jesus, que morreu, ou melhor, que ressuscitou, que está à mão direita de Deus, é quem intercede por nós! 35. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? A nudez? O perigo? A espada? 36. Realmente, está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte o dia inteiro; somos tratados como gado destinado ao matadouro (Sl 43,23). 37. Mas, em todas essas coisas, somos mais que vencedores pela virtude daquele que nos amou. 38. Pois estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos). 





































terça-feira, 3 de julho de 2012

28° - Questionamento feito a Paulo.

28º- O que lhe causou mais tristeza na vida?

Paulo teve muitas tristezas e problemas na vida. Ele as enumera na Segunda Carta ao Corintios (cf. 2Cor 11,23-29 "23. São ministros de Cristo? Falo como menos sábio: eu, ainda mais. Muito mais pelos trabalhos, muito mais pelos cárceres, pelos açoites sem medida. Muitas vezes vi a morte de perto.24. Cinco vezes recebi dos judeus os quarenta açoites menos um.25. Três vezes fui flagelado com varas. Uma vez apedrejado. Três vezes naufraguei, uma noite e um dia passei no abismo.26. Viagens sem conta, exposto a perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte de meus concidadãos, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos entre falsos irmãos!27. Trabalhos e fadigas, repetidas vigílias, com fome e sede, freqüentes jejuns, frio e nudez!28. Além de outras coisas, a minha preocupação cotidiana, a solicitude por todas as igrejas!29. Quem é fraco, que eu não seja fraco? Quem sofre escândalo, que eu não me consuma de dor?") Teve tristezas nas comunidades, sobretudo em Corinto. Mas a tristeza maior parece ter sido a recusa de seus irmãos, os judeus, de crer em Jesus e de aceita-lo como o messias prometido e esperado. A isso ele se refere quando diz: "tenho uma grande tristeza, uma dor incessante no coração" (Rm 9,2). Ele chega a dizer que gostaria de ser "separado de Cristo", se com isso pudesse ganhar os seus irmãos para Cristo(cf. Rm. 9,3). Estevão questionou Paulo e conseguiu leva-lo a conversão. Paulo, uma vez convertido, questionou os outros judeus, mas não conseguiu leva-los à conversão. Pelo contrário, provocou a raiva deles a ponto de ser perseguido por eles com ódio de morte, pois nãoo perdoavam de, como eles diziam, ter se levantado contra o povo, contra a lei e contra o templo (cf. At. 21,28; cf. tb. At. 9,23; 21,31; 23,12; 25,3).
Outro sofrimento muito grande de Paulo, vinha dos "falsos irmãos" (cf. 2Cor. 11,26 "26. Viagens sem conta, exposto a perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte de meus concidadãos, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos entre falsos irmãos!").ou "falsos apostolos" (cf. 2Cor. 11,13 "13. Esses tais são falsos apóstolos, operários desonestos, que se disfarçam em apóstolos de Cristo"). Os "falsos irmãos" eram judeus convertidos que não concordavam com a abertura de Paulo com relação a entrada de pagãos na Igreja. Eles achavam que os pagãos, ao entrarem na comunidade, deviam obsevar toda a lei e praticar a circuncisão (cf. At 15,1-10"1. Alguns homens, descendo da Judéia, puseram-se a ensinar aos irmãos o seguinte: Se não vos circuncidais, segundo o rito de Moisés, não podeis ser salvos. 2. Originou-se então grande discussão de Paulo e Barnabé com eles, e resolveu-se que estes dois, com alguns outros irmãos, fossem tratar desta questão com os apóstolos e os anciãos em Jerusalém. 3. Acompanhados (algum tempo) dos membros da comunidade, tomaram o caminho que atravessa a Fenícia e Samaria. Contaram a todos os irmãos a conversão dos gentios, o que causou a todos grande alegria. 4. Chegando a Jerusalém, foram recebidos pela comunidade, pelos apóstolos e anciãos, a quem contaram tudo o que Deus tinha feito com eles. 5. Mas levantaram-se alguns que antes de ter abraçado a fé eram da seita dos fariseus, dizendo que era necessário circuncidar os pagãos e impor-lhes a observância da Lei de Moisés. 6. Reuniram-se os apóstolos e os anciãos para tratar desta questão. 7. Ao fim de uma grande discussão, Pedro levantou-se e lhes disse: Irmãos, vós sabeis que já há muito tempo Deus me escolheu dentre vós, para que da minha boca os pagãos ouvissem a palavra do Evangelho e cressem.8. Ora, Deus, que conhece os corações, testemunhou a seu respeito, dando-lhes o Espírito Santo, da mesma forma que a nós. 9. Nem fez distinção alguma entre nós e eles, purificando pela fé os seus corações. 10. Por que, pois, provocais agora a Deus, impondo aos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar.; Gl 6,12-13 "12. Os que vos obrigam à circuncisão são homens que se querem impor, só para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo. 13. Pois nem os próprios circuncisos observam a lei. E se fazem questão de que vos mandeis circuncidar, é para terem motivo de se gloriarem na vossa carne.). Por isso, procuravam solapar a base do trabalho de Paulo, dizendo que a sua pregação não tinha a aprovação dos apóstolos (cf. Gl 2,1-10 "1. Catorze anos mais tarde, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também Tito comigo.2. E subi em conseqüência de uma revelação. Expus-lhes o Evangelho que prego entre os pagãos, e isso particularmente aos que eram de maior consideração, a fim de não correr ou de não ter corrido em vão. 3. Entretanto, nem sequer meu companheiro Tito, embora gentio, foi obrigado a circuncidar-se.4. Mas, por causa dos falsos irmãos, intrusos - que furtivamente se introduziram entre nós para espionar a liberdade de que gozávamos em Cristo Jesus, a fim de nos escravizar -, 5. fomos, por esta vez, condescendentes, para que o Evangelho permanecesse em sua integridade.6. Quanto aos que eram de autoridade - o que antes tenham sido não me importa, pois Deus não se deixa levar por consideração de pessoas -, estas autoridades, digo, nada me impuseram. 7. Ao contrário, viram que a evangelização dos incircuncisos me era confiada, como a dos circuncisos a Pedro8. (porque aquele cuja ação fez de Pedro o apóstolo dos circuncisos, fez também de mim o dos pagãos).9. Tiago, Cefas e João, que são considerados as colunas, reconhecendo a graça que me foi dada, deram as mãos a mim e a Barnabé em sinal de pleno acordo:10. iríamos aos pagãos, e eles aos circuncidados. Recomendaram-nos apenas que nos lembrássemos dos pobres, o que era precisamente a minha intenção.)  Obrigaram Palo a fazer sua defesa (cf. 2Cor 11,12 "12. Mas o que faço, continuarei a fazer, para cortar pela raiz todo pretexto àqueles que procuram algum pretexto para se envaidecerem e se afirmarem iguais a nós.). Se Paulo se defende não é por causa dele mesmo, mas por causadas comunidades por ele fundadas.









quarta-feira, 27 de junho de 2012

27º - Questionamento feito a Paulo

27º - Como você se distrai e se diverte? tem algum passatempo? é admirador de algum esporte?

É dificil saber o que o divertia e distraia. Durante toda sua vida, sobretudo depois de sua conversão, aquilo que o ocupava e o dilatava por dentro era o que ele chamava a agápe, o "amor" (cf. 1Cor 13,1-13 ". Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.2. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada. 3. Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!4. A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante.5. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor.6. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. 7. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 8. A caridade jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará. 9. A nossa ciência é parcial, a nossa profecia é imperfeita. 10. Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá. 11. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança. 12. Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido.13. Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade.") Por esse amor, permitia que o outro, a comunidade, entrasse dentro dele, ocupasse  todo o espaço, morasse ali dentro como o dono real da casa e o distraisse de si mesmo, de seu próprio centro, para o bem, estar dos outros.
No fim da vida, já depois dos 50 anos de idade, aquilo que mais o ocupava e preocupava po dentro era a "solicitude por todas as comunidades" (2Cor 11,28 "Além de outras coisas, a minha preocupação cotidiana, a solicitude por todas as igrejas!) Ele não deve ter tido muito tempo nem ocasião para se divertir. É dificil saber se tinha algum passatempo. Nas horas livres e nas horas de trabalho na oficina ou no mercado, ele discutia o assunto da Boa-Nova de Jesus com o pessoal. (Cf. At. 17,11.17 "11.Estes eram mais nobres do que os de Tessalônica e receberam a palavra com ansioso desejo, indagando todos os dias, nas Escrituras, se essas coisas eram de fato assim.17 Disputava na sinagoga com os judeus e prosélitos, e todos os dias, na praça, com os que ali se encontravam.)
Mesmo assim, há alguma coisa nas cartas que nos revela o gosto e a preferencia de Paulo. Quando menino, ele deve ter gostado muito de assistir as corridas no estádio da cidade, pois delas ele continuava falando, até depois de velho, mesmo para comparar a mensagem do Evangelho e suas exigencias para a vida (cf. Gl 2,2: "2 E subi em conseqüência de uma revelação. Expus-lhes o Evangelho que prego entre os pagãos, e isso particularmente aos que eram de maior consideração, a fim de não correr ou de não ter corrido em vão." Gl 5,7:"Corríeis bem. Quem, pois, vos cortou os passos para não obedecerdes à verdade?" 1Cor 9,24-26; Fl 2,16; 3,12-14; 2Tm 4,7; Hb 12,1).
Paulo foi nascido e criado em cidade grande. Tarso tinha mais ou menos 300 mil habitantes. Uma cidade assim tinha seu estádio de esportes e organizava seus jogos de atletismo, a cada quatro anos: corridas, lutas, lançamentos de discos etc. Paulo pode não saber muito de roças e de plantas, mas ele entende de jogos urbanos. As comparações que ele usa são quase todas tiradas dos jogos e ele supoe que seus leitores as entendam: Ganhar a Coroa (cf. 1Cor 9,25 "Todos os atletas se impõem a si muitas privações; e o fazem para alcançar uma coroa corruptível. Nós o fazemos por uma coroa incorruptível.), perseguir o alvo (cf. Fl 3,14 "14. persigo o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual Deus nos chama, em Jesus Cristo.)alcançar o prêmio (cf Fl 3,14), lutar sem soltar soco no ar(cf. 1Cor 9,26), correr na direção certa (cf 1Cor 9,26). Ele fala em "luta" e "combate" (2Tm 4,7), em "pugilato" (cf. 1Cor 9,26). Conhece o esforço e a disciplina dos atletas (cf. 1Cor. 9,25). Provavelmente, mesmo depois de velho, ele acompanhava jogos e, quem sabe, torcia por algum time! 























sexta-feira, 25 de maio de 2012

26º - Questionamento Feito a Paulo

26º - Dizem que você é uma pessoa doente. É verdade? Como vai de saúde?

Paulo deve ter tido uma saúde de ferro para poder levar a vida que levou. Dos 40 aos 60 anos de idade, viajava a pé pelo mundo, percorrendo ao todo mais de 15 mil quilômetros, suportando canseiras, prisões, açoites, perigos de morte, flagelações, apedrejamento, naufrágios, perigos nas estradas, nos rios, nas serras, perigos por parte dos judeus e por parte dos falsos irmãos, a preocupação constante pelas comunidades, sem contar o trabalho profissional como fabricante de tendas de manhã até a noite, com salário minguado que o deixava com fome e sede e o obrigava a fazer vigílias e horas extras. Isso só é possivel para quem tem uma boa saúde. Ele mesmo conta isso na Segunda Carta aos Corintios (cf. 2Cor 11,23-28 "23. São ministros de Cristo? Falo como menos sábio: eu, ainda mais. Muito mais pelos trabalhos, muito mais pelos cárceres, pelos açoites sem medida. Muitas vezes vi a morte de perto. 24. Cinco vezes recebi dos judeus os quarenta açoites menos um. 25. Três vezes fui flagelado com varas. Uma vez apedrejado. Três vezes naufraguei, uma noite e um dia passei no abismo. 26. Viagens sem conta, exposto a perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte de meus concidadãos, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos entre falsos irmãos!   27. Trabalhos e fadigas, repetidas vigílias, com fome e sede, freqüentes jejuns, frio e nudez! 28. Além de outras coisas, a minha preocupação cotidiana, a solicitude por todas as igrejas!")
Mesmo assim, durante a segunda viagem missionária, a doença apareceu na vida de Paulo e o obrigou a fazer uma parada forçada na Galacia da Asia Menor (cf. Gl 4,13 "13. Estais lembrados de como eu estava doente quando, pela primeira vez, vos preguei o Evangelho") Ele aproveitou da ocasião para anunciar o Evangelho aos habitantes da regiãoe, assim, contribuiu para que surgisse a comunidade dos gálatas. Tratava-se, provavelmente, de uma doença nos olhos, pois, como ele mesmo diz na carta os gálatas queriam até "arrancar os próprios olhos para dá-los a Paulo" (cf. Gl 4,15 "15. Onde está agora aquele vosso entusiasmo? Asseguro-vos que, se possível fora, teríeis arrancado os vossos olhos para mos dar!") Alguns exegetas acham que o misterioso "aguilhão na carne", de que fala na Segunda Carta aos Corintios (cf. 2Cor 12,7"7. Demais, para que a grandeza das revelações não me levasse ao orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás para me esbofetear e me livrar do perigo da vaidade.") teria sido uma doença. É dificil saber o que era na verdade Paulo não o explica.
O fato de Paulo mostrar-se preocupado com a saúde dos companheiros e de recomendar a Timóteo que bebese um pouco de vinho por causa do estomago e das frequentes fraquezas (cf. 1Tm 5,23 "23. Não continues a beber só água, mas toma também um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes indisposições.") revela uma pessoa realista que sabia apreciar o imenso dom de uma boa Saúde. 




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São Paulo Descansando..





quarta-feira, 23 de maio de 2012

25° - Questionamento feito a Paulo.

25° - Quantas vezes você ja esteve preso, onde e porquê?

Paulo foi preso várias vezes: em Filipos (cf. At-16,23 " 16. Certo dia, quando íamos à oração, eis que nos veio ao encontro uma moça escrava que tinha o espírito de Pitão, a qual com as suas adivinhações dava muito lucro a seus senhores. 17. Pondo-se a seguir a Paulo e a nós, gritava: Estes homens são servos do Deus Altíssimo, que vos anunciam o caminho da salvação. 18. Repetiu isto por muitos dias. Por fim, Paulo enfadou-se. Voltou-se para ela e disse ao espírito: Ordeno-te em nome de Jesus Cristo que saias dela. E na mesma hora ele saiu. 19. Vendo seus amos que se lhes esvaecera a esperança do lucro, pegaram Paulo e Silas e levaram-nos ao foro, à presença das autoridades. 20. Em seguida, apresentaram-nos aos magistrados, acusando: Estes homens são judeus; amotinam a nossa cidade. 21. E pregam um modo de vida que nós, romanos, não podemos admitir nem seguir. 22. O povo insurgiu-se contra eles. Os magistrados mandaram arrancar-lhes as vestes para açoitá-los com varas. 23. Depois de lhes terem feito muitas chagas, meteram-nos na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança."), em Jerusalém (cf. At - 21,33 "33. Aproximando-se então o tribuno, prendeu-o e mandou acorrentá-lo com duas cadeias. Perguntou então quem era e o que havia feito.") em Cesaréia (cf. At 23,23), em Roma (cf. At 28,20 "20. Por esse motivo, mandei chamar-vos, para vos ver e falar convosco. Porquanto, pela esperança de Israel, é que estou preso com esta corrente."). Além disso, ele deve ter sofrido uma prisão muito pesada em Éfeso, de onde mandou cartas para os Filipenses (cf Fl 1,13 "13. Em todo o pretório e por toda parte tornou-se conhecido que é por causa de Cristo que estou preso."), para os Colossenses (cf Cl 4,18 "18. Minha saudação, de próprio punho: PAULO. Lembrai-vos das minhas cadeias. A graça esteja convosco!"), e talvez Filêmon (cf Fm 9,13 "13. Quisera conservá-lo comigo, para que em teu nome ele continuasse a assistir-me nesta minha prisão pelo Evangelho."). A prisão em Éfeso foi tão pesada, que ele chegou a perder a esperança de sobreviver (cf. 2Cor 1 8-9 "8. Não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia. Fomos maltratados ali desmedidamente, além das nossas forças, a ponto de termos perdido a esperança de sair com vida.  9. Sentíamos dentro de nós mesmos a sentença de morte, para que aprendêssemos a pôr a nossa confiança não em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos."). Foi como "uma luta contra animais selvagens" (Cf. 2Cor 11,23 "23. São ministros de Cristo? Falo como menos sábio: eu, ainda mais. Muito mais pelos trabalhos, muito mais pelos cárceres, pelos açoites sem medida. Muitas vezes vi a morte de perto.").

O motivo aduzido pelos adversários para pendê-lo nem sequer era o mesmo. Em Filipos, a acusação diz a propósito de Paulo e Silas "estes homens estão provocando a desordem em nossa cidade; sao judeus e pregam costumes que a nós, romanos, não é permitido aceitar nem seguir" (cf At 16,20-21). Em Jerusalém, os judeus gritavam ao povo contra Paulo: " Israelitas, socorro este é o homem que anda ensinando a todos e por toda a parte contra o nosso povo, contra a Lei e contra este lugar. Além disso ele trouxe gregos para dentro do templo profanando este santo lugar" (cf At 21-28). Em Cesaréia , o governador recebeu a seguinte escrita do oficial romano de Jerusalém a respeito de Paulo: "Verifiquei que ele era incriminado por questoes referente a lei que os rege, não havendo nenhum crime que justificasse morte ou prisão" (At. 23,29). E diante do tribunal a acusação dos próprios judeus dizia: "Verificamos que este homem é uma peste: ele promove conflitos entre os judeus do mundo inteiro e é também um dos líderes da seita dos nazareus. Ele tentou inclusive profanar o templo por isso, o prendemos" (cf At 24,5-6).

Apesar de Preso, Paulo continuava livre: escrevia cartas e anunciava o Evangelho "com firmeza e sem impedimento" (At 28,31). 
 






















 

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

24º - Questionamento feito a Paulo.

24° - Você já teve problema com a justiça? Já teve que comparecer diante do tribunal?

Em Corinto, pressionado pelos judeus, Paulo teve que comparecer diante do tribunal romano, onde Galião, irmão de Séneca, era pro cônsul. Este deu ganho de causa a Paulo contra os judeus (cf. At 18,12-16 "Sendo Galião pro cônsul da Acaia, levantaram-se os judeus de comum acordo contra Paulo e levaram-no ao tribunal e disseram:13. Este homem persuade os ouvintes a (adotar) um culto contrário à lei.14. Paulo ia falar, mas Galião disse aos judeus: Se fosse, na realidade, uma injustiça ou verdadeiro crime, seria razoável que vos atendesse.15. Mas se são questões de doutrina, de nomes e da vossa lei, isso é lá convosco. Não quero ser juiz dessas coisas.16. E mandou-o sair do tribunal.")
Em Jerusalém, a pedido do centurião romano, Paulo teve que comparecer diante do tribunal dos judeus, o Sinédrio (cf. At 22,30 - " No dia seguinte, querendo saber com mais exatidão de que os judeus o acusavam, soltou-o e ordenou que se reunissem os sumos sacerdotes e todo o Grande Conselho. Trouxe Paulo e o mandou comparecer diante deles."). Foi nessa ocasião que ele provocou um conflito entre os membros do próprio tribunal ao dizer que estava sendo julgado por sua fé na ressurreição (cf. At 23,6-7 "Paulo sabia que uma parte do Sinédrio era de saduceus e a outra de fariseus e disse em alta voz.: Irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus. Por causa da minha esperança na ressurreição dos mortos é que sou julgado. . Ao dizer ele estas palavras, houve uma discussão entre os fariseus e os saduceus, e dividiu-se a assembleia.") Desse modo, jogou os fariseus contra os saduceus. Os saduceus achavam a fé na ressurreição um absurdo. Assim, Paulo conseguiu impedir que fosse condenado. Nem houve julgamento (cf. At 23, 8-10 "(Pois os saduceus afirmam não haver ressurreição, nem anjos, nem espíritos, mas os fariseus admitem uma e outra coisa.)9. Originou-se, então, grande vozearia. Levantaram-se alguns escribas dos fariseus e contestaram ruidosamente: Não achamos mal algum neste homem. (Quem sabe) se não lhe falou algum espírito ou um anjo...10. A discussão fazia-se sempre mais violenta. O tribuno temeu que Paulo fosse despedaçado por eles e mandou aos soldados que descessem, o tirassem do meio deles e o levassem para a cidadela.") Levado para Cesaréia, Paulo teve que comparecer diante de Félix, o governador romano, que protelou o assunto e o deixou preso, sem julgamento, durante dois anos (cf. At 24,22-27 " Félix conhecia bem esta religião e, adiando a questão, disse: Quando descer o tribuno Lísias, então examinarei a fundo a vossa questão.23. Ordenou ao centurião que o guardasse e o tratasse com brandura, sem proibir que os seus o servissem.24. Passados que foram alguns dias, veio Félix com sua mulher Drusila, que era judia. Chamou Paulo e ouvia-o falar da fé em Jesus Cristo.25. Mas, como Paulo lhe falasse sobre a justiça, a castidade e o juízo futuro, Félix, todo atemorizado, disse-lhe: Por ora, podes retirar-te. Na primeira ocasião, chamar-te-ei.26. Esperava outrossim, ao mesmo tempo, que Paulo lhe desse algum dinheiro, pelo que o mandava chamar com frequência e se entretinha com ele.27. Decorridos dois anos, Félix teve por sucessor a Pórcio Festo. Querendo, porém, agradar aos judeus, deixou Paulo na prisão.") Festo o novo governador, quis que Paulo fosse julgado no tribunal de Jerusalém (cf. At. 25,9 "Mas Festo, querendo agradar aos judeus, disse a Paulo: Queres subir a Jerusalém e ser julgado ali diante de mim?") Foi nessa ocasião que Paulo apelou para o tribunal de Cesar em Roma (cf At. 25, 10-11 "Paulo, porém, disse: Estou perante o tribunal de César. É lá que devo ser julgado. Não fiz mal algum aos judeus, como bem sabes.11. Se lhes tenho feito algum mal ou coisa digna de morte, não recuso morrer. Mas, se nada há daquilo de que estes me acusam, ninguém tem o direito de entregar-me a eles. Apelo para César!") Ele sabia que a proposta de fazer o julgamento em Jerusalém era apenas um pretexto para poder assassina-lo numa emboscada durante a viagem para lá ( cf. At 25,3 " com insistência, como um favor, que o mandasse de volta para Jerusalém. É que queriam armar-lhe uma emboscada para o assassinarem no caminho."). Em Roma, ele continuou preso, por mais dois anos, aguardando o julgamento que, ao que tudo indica, não aconteceu por falta de provas (cf. At 28, 30-31 "30. Paulo permaneceu por dois anos inteiros no aposento alugado, e recebia a todos os que vinham procurá-lo.31. Pregava o Reino de Deus e ensinava as coisas a respeito do Senhor Jesus Cristo, com toda a liberdade e sem proibição.")

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

23° - Questionamento Feito a Paulo.

23° - Você já teve problemas com a polícia? Sofreu alguma perseguição?



Muitas vezes! Desde a sua primeira viagem missionária, ou melhor, desde o dia de sua conversão, Paulo encontrou resistência, era perseguido e molestado. Para impedir e dificultar a ação de Paulo, seus adversários recorriam à força da polícia, ao poder das autoridades ou a outros meios de pressão: em Damasco (cf. At. 9,23-24 - "Decorridos alguns dias, os judeus deliberaram, em conselho, matá-lo.24. Estas intenções chegaram ao conhecimento de Saulo. Guardavam eles as portas de dia e de noite, para matá-lo.") em Jerusalém. (cf. At. 9,29 - " Falava também e discutia com os helenistas. Mas estes procuravam matá-lo."), em Chipre (cf At. 13,8 - "Mas Élimas, o Mago - pois assim é interpretado o seu nome -, se lhes opunha, procurando desviar da fé o procônsul.") em Antioquia da Pisídia (cf. At 13,50 - " Mas os judeus instigaram certas mulheres religiosas da aristocracia e os principais da cidade, que excitaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé e os expulsaram do seu território.") , em Icônio (cf. At 14,5 - "Mas como se tivesse levantado um motim dos gentios e dos judeus, com os seus chefes, para os ultrajar e apedrejar,"), em Licaônia (cf At. 14,19 - " Sobrevieram, porém, alguns judeus de Antioquia e de Icônio que persuadiram a multidão. Apedrejaram Paulo e, dando-o por morto, arrastaram-no para fora da cidade."), em Filipos (cf At. 16,22 - " Depois de lhes terem feito muitas chagas, meteram-nos na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança.), em Tessalônica (cf. At. 17, 5-9 - "Os judeus, tomados de inveja, ajuntaram alguns homens da plebe e com esta gente amotinaram a cidade. Assaltaram a casa de Jasão, procurando-os para os entregar ao povo.6. Mas como não os achassem, arrastaram Jasão e alguns irmãos à presença dos magistrados, clamando: Estes homens amotinam todo o mundo. Estão agora aqui! E Jasão os acolheu!7. Todos eles contrariam os decretos de César, proclamando outro rei: Jesus.8. Assim excitavam o povo e os magistrados.9. E só depois de receberem uma caução de Jasão e dos outros é que os deixaram ir."), em Bereia (cf At 17,13 - "Mas os judeus de Tessalônica, sabendo que também em Beréia tinha sido pregada por Paulo a palavra de Deus, foram para lá agitar e sublevar o povo."), em Corinto (cf. At 18 12 - "Sendo Galião procônsul da Acaia, levantaram-se os judeus de comum acordo contra Paulo e levaram-no ao tribunal e disseram:,"), em Éfeso (cf. At 19,23-40 -" 23. Por esse tempo, ocorreu um grande alvoroço a respeito do Evangelho.24. Um ourives, chamado Demétrio, que fazia de prata templozinhos de Ártemis, dava muito a ganhar aos artífices.25. Convocou-os, juntamente com os demais operários do mesmo ramo, e disse: Conheceis o lucro que nos resulta desta indústria.26. Ora, estais vendo e ouvindo que não só em Éfeso, mas quase em toda a Ásia, esse Paulo tem persuadido e desencaminhado muita gente, dizendo que não são deuses os ídolos que são feitos por mãos de homens.27. Daí não somente há perigo de que essa nossa corporação caia em descrédito, como também que o templo da grande Ártemis seja desconsiderado, e até mesmo seja despojada de sua majestade aquela que toda a Ásia e o mundo inteiro adoram.28. Estas palavras encheram-nos de ira e puseram-se a gritar: Viva a Ártemis dos efésios!29. A cidade alvoroçou-se e todos correram ao teatro levando consigo Caio e Aristarco, macedônios e companheiros de Paulo.30. Paulo queria apresentar-se ao povo, mas os discípulos não o deixaram.31. Até alguns dos asiarcas, que eram seus amigos, enviaram-lhe recado, pedindo que não se aventurasse a ir ao teatro.32. Todos gritavam ao mesmo tempo. A assembleia era uma grande confusão e a maioria nem sabia por que se achavam ali reunidos.33. Então fizeram sair do meio da turba Alexandre, que os judeus empurravam para a frente. Alexandre, fazendo sinal com a mão, queria dar satisfação ao povo.34. Mas quando perceberam que ele era judeu, todos a uma voz gritaram pelo espaço de quase duas horas: Viva a Ártemis dos efésios!35. Então o escrivão da cidade (veio) para apaziguar a multidão e disse: Efésios, que homem há que não saiba que a cidade de Éfeso cultua a grande Ártemis, e que a sua estátua caiu dos céus?36. Se isso é incontestável, convém que vos sossegueis e nada façais inconsideradamente.37. Estes homens, que aqui trouxestes, não são sacrílegos nem blasfemadores da vossa deusa.38. Mas, se Demétrio e os outros artífices têm alguma queixa contra alguém, os tribunais estão abertos e aí estão os magistrados: institua-se um processo contra eles.39. Se tendes reclamação a fazer, a assembleia legal decidirá.40. Do que se deu hoje, até corremos risco de sermos acusados de rebelião, porque não há motivo algum que nos permita justificar este concurso."), em Jerusalém (cf At 21, 27-30 - "27. Ao fim dos sete dias, os judeus, vindos da Ásia, viram Paulo no templo e amotinaram todo o povo. Lançando-lhe as mãos,28. gritavam: Ó judeus, valei-nos! Este é o homem que por toda parte prega a todos contra o povo, a lei e o templo. Além disso, introduziu até gregos no templo e profanou o lugar santo.29. É que tinham visto Trófimo, de Éfeso, com ele na cidade, e pensavam que Paulo o tivesse introduzido no templo.30. Alvoroçou-se toda a cidade com grande ajuntamento de povo. Agarraram Paulo e arrastaram-no para fora do templo, cujas portas se fecharam imediatamente."). Ele mesmo informa: "Fui flagelado três vezes. Cinco vezes recebi quarenta golpes menos um" (2Cor 11,25). Uma vez a policia salvou a vida de Paulo. Foi em Jerusalém, quando ele corria perigo de ser linchado pela multidão na praça do Templo (cf. At. 21,31-32 - " 31. Como quisessem matá-lo, o tribuno da corte foi avisado de que toda Jerusalém estava amotinada.32. Ele tomou logo soldados e oficiais e correu aos manifestantes. Estes, ao avistarem o tribuno e os saldados, cessaram de espancar Paulo.").



segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

22° - Questionamento Feito a Paulo.

22° - Como cidadão romano, você chegou a prestar serviço militar?



Um cidadão romano era obrigado a prestar serviço militar nas legiões romanas. Mas é provável que Paulo tenha ficado isento, pois, como já vimos, os judeus conseguiram o privilégio da isenção do serviço militar por vários motivos, todos religiosos:
  1. O serviço militar dificultava a observância do sábado;
  2. Impedia a observância da lei da pureza e dos costumes alimentares próprios;
  3. Exigia dos soldados o culto ao imperador, proibido aos judeus em nome da sua fé em Deus.

sábado, 11 de dezembro de 2010

21º - Questionamento Feito a Paulo.

21° - Você é judeu e cidadão romano. Como é que consegue combinar essas duas coisas?



Não era fácil combinar essas duas coisa. O cidadão romano tinha obrigação de participar do culto ao imperador, coisa que era absolutamente proibida aos judeus em nome de sua fé em Deus. Mas os judeus, ao longo dos séculos, conseguiram achar uma forma viável de convivência sem conflito.


Na maioria das cidades do Império, os judeus viviam organizados em associações chamadas Politeuma. Um politeuma era uma associação oficialmente reconhecida pela polis, isto é, pela autoridades da cidade. Um Politeuma possuía certa independência e gozava de certos privilégios. Seus membros registrados podiam fazer valer esse direitos. Os judeus, organizados em politeuma nas várias cidades do Império, lutaram por estes dois objectivos bem precisos: 1° - De um lado, queriam a plena integração de ses membros cidadãos; assim teriam direito aos privilégios dos "cidadãos da cidade", sobretudo com relação a isenção de taxas e dos impostos. 2º - Do outro queriam a plena liberdade para praticarem a própria religião; a liberdade religiosa que eles pleiteavam consistia no seguinte: não ser obrigado a trabalhar no sábado; ser isento de serviço militar; não participar do culto ao imperador; ter direito a seguir seus próprios costumes alimentares; pautar suas vidas conforme suas próprias leis. Desde o tempo de Julio Cesar, entre 47 e 44 a.C., os judeus foram favorecidos com esses privilégios como recompensa pelos serviços prestados ao Império. Por isso mesmo os judeus da Diáspora, contrariamente aos da Palestina, não tinham tanto problema de convivência com os romanos. Tinham até uma certa simpatia pelo Império e sua organização.
Em alguns lugares, os privilégios especiais dos judeus provocaram a animosidade da população local contra eles, sobretudo por causa dos seus costumes alimentares diferentes e por causa de sua religião, que não aceitava o culto ao Imperador e às divindades locais. Uma ou outra vez, surgiram alguns conflitos com o Império. Várias vezes, os judeus tentaram recorrer à autoridade romana contra os cristãos (cf. At. 13,8.50 - 8. Mas Élimas, o Mago - pois assim é interpretado o seu nome -, se lhes opunha, procurando desviar da fé o pro cônsul.50. Mas os judeus instigaram certas mulheres religiosas da aristocracia e os principais da cidade, que excitaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé e os expulsaram do seu território.).

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

20° - Questionamento Feito a Paulo.

20° - Qual a sua nacionalidade? Mudou alguma vez?

Naquele tempo não era como hoje. Hoje em dia, a nacionalidade de alguém tem a ver com sua pertença a uma nação-estado que concede ou nega a cidadania e passaporte a ses membros. Naquele tempo, a nacionalidade tinha a ver com a pertença da pessoa a uma nação-raça. Ou seja, Paulo, apesar de ser natural de uma cidade helenista na Ásia Menor, conservava a consciência muito clara de ser da raça de Israel (cf. Fl - "circuncidado ao oitavo dia, da raça de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu e filho de hebreus. Quanto à lei, fariseu;"), descendente de Abraão (cf. 2Cor 11,22 - " São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu.), da tribo de Benjamin (cf Rm 11,1 - "Pergunto, então: Acaso rejeitou Deus o seu povo? De maneira alguma. Pois eu mesmo sou israelita, descendente de Abraão, da tribo de Benjamim.), hebreu (cf. 2Cor 11,22 - "São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu.'), judeu (cf. At.22,3 - "Continuou ele: Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade, instruí-me aos pés de Gamaliel, em toda a observância da
lei de nossos pais, partidário entusiasta da causa de Deus como todos vós também o sois no dia de hoje.). Ele dizia: "Vivia no meio da minha nação aqui em Jerusalém." (At. 26,4). E nesse ponto, apesar de tantas viagens e mudanças, mesmo apesar de sua conversão para Cristo, ele nunca mudou de nacionalidade, isto é, nunca deixou de ser judeu. Nunca esqueceu sua origem.
No entanto, a experiência de Cristo ressuscitado na sua vida fez com que ele, sem deixar de ser judeu, percebesse os limites da sua nacionalidade. Para ele, ser da raça de Israel já não era titulo de privilégio diante de Deus, pois, "tanto os judeus como os gregos estão debaixo do pecado" (Rm 3,9). Todos, indistintamente, necessitam da graça que vem de Jesus Cristo (cf. Rm 3,23-24 - " com efeito, todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus), e são justificados gratuitamente por sua graça; tal é a obra da redenção, realizada em Jesus Cristo.).já não mais distinção entre judeu e grego (cf Rm 10,12 - " Pois não há distinção entre judeu e grego, porque todos têm um mesmo Senhor, rico para com todos os que o invocam,") Paulo se fez judeu com os judeus, sem lei com os sem lei, para ganhar a todos para Cristo(cf 1Cor,23-23 - ". Para os judeus fiz-me judeu, a fim de ganhar os judeus. Para os que estão debaixo da lei, fiz-me como se eu estivesse debaixo da lei, embora o não esteja, a fim de ganhar aqueles que estão debaixo da lei.21. Para os que não têm lei, fiz-me como se eu não tivesse lei, ainda que eu não esteja isento da lei de Deus - porquanto estou sob a lei de Cristo -, a fim de ganhar os que não têm lei.22. Fiz-me fraco com os fracos, a fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, a fim de salvar a todos.23. E tudo isso faço por causa do Evangelho, para dele me fazer participante."). Em Cristo todos são iguais (cf. Gl 3,28 - "Já não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos vós sois um em Cristo Jesus.).

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

19º- Questionamento Feito a Paulo.

19º - Você tem algum problema de comunicação? Como resolve?

Paulo deve ter tido muitos problemas de comunicação por causa da grande variedade de línguas faladas pelos diferentes povos do Império Romano. Ele falava em grego mas nem todos os ouvintes entendiam grego. Seria como falar em português aos índios do interior de Roraima. Nem todos os índios entendem o português.
Assim na região dos gálatas, no centro da Ásia Menor, a língua materna do povo era o dialeto gálico (daí o nome gálatas), língua parecida com o francês (a França era chamada de Gália). Fazia pouco tempo que os gálatas haviam migrados da Europa para aquela região da Ásia Menor. Muitos deles não entendiam nada do grego de Paulo. Paulo resolvia o problema da falta de comunicação com gestos e desenhos. Pois ele lembra na carta: "Diante de vocês foi desenhada a imagem do Cristo crucificado" (Gl. 3,1)
Mas isso nem sempre resolvia o problema com tanta facilidade. Certa vez, em Listra, na Licaônia da Ásia Menor, depois da cura de um paralítico por Paulo e Barnabé, o povo exclamou: "Os deuses em forma humana vieram até nós!"(At 14,11). O povo falava em língua Licaônica, que Paulo não entendia. Por isso não percebeu que o povo estava querendo prestar-lhe um culto divino e oferecer-lhe um bezerro como sacrifício de louvor e ação de graças. Foi um equivoco muito desgradável. Provavelmente foi por meio de um intérprete que conseguiram desfazer o mal-entendido (Cf. At. 14,14.18 -"14-Mas os apóstolos Barnabé e Paulo, ao perceberem isso, rasgaram as suas vestes e saltaram no meio da multidão:18-"Apesar dessas palavras, não foi sem dificuldade que contiveram a multidão de sacrificar a eles.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

18°- Questionamento feito a Paulo.

18° - Como é que você faz para se comunicar com tanta gente diferente? Quantas línguas você fala e onde as aprendeu?
Paulo falava o grego (cf. At. 21,37-Quando estava para ser introduzido na fortaleza, Paulo perguntou ao tribuno: É-me permitido dizer duas palavras? Este respondeu: Sabes o grego!)
aprendido em Tarso, sua cidade natal, e escrevia-o correctamente, como o comprovam suas cartas. O grego era a língua comum do comércio e do império, como o inglês hoje em dia. Era a língua do povo das cidades.
Paulo falava também hebraico (cf At. 21,40 - O tribuno lho permitiu. Paulo, em pé nos degraus, acenou ao povo com a mão e se fez um grande silêncio. Falou em língua hebraica do seguinte modo:)
língua na qual foi escrita a maior parte do Antigo Testamento e que se usava quase exclusivamente na celebração da Palavra nas sinagogas. Falava ainda o aramaico que era a língua falada pelo povo da Palestina. Não se sabe se ele falava também o latim dos romanos de Roma.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

17° - Questionamento feito a Paulo.


17º - Você, que viajou tanto, quais os países que visitou e qual seu domicilio actual?

Naquele tempo não havia países como hoje. Havia o grande império romano, que era como um mosaico enorme, feito de reinos, povos, cidades tribos. Cada pedrinha do mosaico mantinha sua autonomia relativa e suas próprias leis, mas todas juntas estavam integradas e organizadas dentro dos interesses comuns do grande Império, a saber: pagar os impostos e as taxas; não fazer guerras entre si; fornecer soldados para o exército romano; reconhecer a autoridade divina do Imperador. Por esse Império imenso Paulo andou, viajando por mar e por terra. Andou pelas estradas imperiais, apé, ao todo mais de 15 mil quilometros!
Pelo que se sabe, de todas as épocas da Antiguidade, a época em que Paulo vivia era a mais propicia para viajar. Em 63 A.C., pouco antes de invadir a Palestina o general romano Pompeu tinha derrotado e eliminado oa piratas que tornava perigosas as viagens pelo Mar Mediterrâneo. Em 31 a.C., após a vitória de Otaviano sobre Marco Antonio, tinha começado a Pax Romana, que favorecia a paz nas estradas boas consertadas regularmente e mantidas em bom estado de conservação. A cada trinta quilómetros (um dia de viagem), costumava haver uma hospedaria que oferecia segurança aos viajantes contra os ladrões e outros perigos.
Ora os cristãos souberam utilizar essa rede de estradas para a difusão do Evangelho. Eles viajavam muito entre as várias cidades. Estabeleceu-se uma rede de comunicação entre as comunidades. Vale a pena ler atentamente os Atos dos Apóstolos e as cartas de Paulo e fazer um levantamento minucioso das viagens dos primeiros cristãos: quem viajava; de onde para onde; com que meios; por quais estradas; com que finalidade etc.
Paulo nasceu em Tarso na Cilícia da Asia Menor, criou-se em Jerusalém na Palestina, foi enviado a Damasco na Síria. Depois de sua conversão, andou pela Arábia, Passando por Jerusalém, voltou para Tarso e, alguns anos depois, veio mora na comunidade de Antioquia na Síria. De lá foi enviado para a missão e, junto com os companheiros, andou por muitas regiões sem parar: Chipre, Panfilia, Psidia, Licaônia, Galácia, Mísia, Macedónia, Acaia<>
O domicilio natural de Paulo era Tarso. Mas depois que tomou consciencia de sua missão, não teve mais domicilio fixo. Era um peregrino se repouso. não vivia em canto nenhum, e sentia em casa em todo canto. (cf 1Cor 4,11 - " Até esta hora padecemos fome, sede e nudez. Somos esbofeteados, somos errantes,").


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

16° - Questionamento feito a Paulo.

16° - Quais as funções e tarefas que você já exerceu na sua vida?

Sendo um homem de participação ativa, Paulo recebeu e exerceu muitas tarefas e funções. Sinal de que era uma pessoa com qualidades de liderança. Percorrendo rapidamente os Atos dos Apostolo e as cartas, é possível encontrar dez tarefas e funções de que Paulo foi incumbido. Uma leitura mais atenta poderá descobri outras. Eis a lista:

  1. Testemunha oficial no apedrejamento de Estêvão (cf. At 7,58; 8,1 -" 1.E Saulo havia aprovado a morte de Estêvão. Naquele dia, rompeu uma grande perseguição contra a comunidade de Jerusalém. Todos se dispersaram pelas regiões da Judeia e de Samaria, com exceção dos apóstolos.")
  2. Provavelmente, membro do Sinédrio, isto é, do Supremo Tribunal de Jerusalém.
  3. Emissário do Sinédrio para Damasco em vista da perseguição dos cristãos (cf. At 9,2; 22,5: 26,12 -" 12. Nesse intuito, fui a Damasco, com poder e comissão dos sumos sacerdotes.") 30. Assim o fizeram e o enviaram aos anciãos por intermédio de Barnabé e Saulo.
  4. Delegado da comunidade de Antioquia para Jerusalém (cf. At. 11,30 -"30. Assim o fizeram e o enviaram aos anciãos por intermédio de Barnabé e Saulo.")
  5. Delegado da mesma comunidade de Antioquia para a missão em Chipre e na Ásia menor (cf At 13,2-3 - "2. Enquanto celebravam o culto do Senhor, depois de terem jejuado, disse-lhes o Espírito Santo: Separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho destinado.3. Então, jejuando e orando, impuseram-lhes as mãos e os despediram.")
  6. Delegado dos Cristãos convertidos do paganismo para o Concilio Ecuménico de Jerusalém (Cf. At. 15,2- "2. Originou-se então grande discussão de Paulo e Barnabé com eles, e resolveu-se que estes dois, com alguns outros irmãos, fossem tratar desta questão com os apóstolos e os anciãos em Jerusalém.")
  7. Delegado oficial do Concilio junto às comunidades cristãs do mundo pagão (cf. At. 15, 22.25 - "22. Então pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos com toda a comunidade escolher homens dentre eles e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé: Judas, que tinha o sobrenome de Barsabás, e Silas, homens notáveis entre os irmãos.25. Assim nós nos reunimos e decidimos escolher delegados e enviá-los a vós, com os nossos amados Barnabé e Paulo,")
  8. Responsável oficial pela evangelização dos pagãos (cf. Gl 2,7-9 -"7. Ao contrário, viram que a evangelização dos incircuncisos me era confiada, como a dos circunciso a Pedro8. (porque aquele cuja ação fez de Pedro o apóstolo dos circunciso, fez também de mim o dos pagãos).9. Tiago, Cefas e João, que são considerados as colunas, reconhecendo a graça que me foi dada, deram as mãos a mim e a Barnabé em sinal de pleno acordo:")
  9. Organizador e portador da grande coleta feita nas comunidades cristãs do mundo pagão em beneficio dos pobres de Jerusalém, imitando assim o costume judeu dos dízimos e da ligação estreita com a igreja mãe (cf. Gl 2,10; Rm 15,25-28; 2Cor 8-9; 1Cor 16,1-4; At 24,17- "17. Depois de muitos anos (de ausência) vim trazer à minha nação esmolas e oferendas (rituais).")
  10. A tarefa mais importante: "Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho" (1Cor 9,16).