Paulo escrevendo.

Paulo escrevendo.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

24º - Questionamento feito a Paulo.

24° - Você já teve problema com a justiça? Já teve que comparecer diante do tribunal?

Em Corinto, pressionado pelos judeus, Paulo teve que comparecer diante do tribunal romano, onde Galião, irmão de Séneca, era pro cônsul. Este deu ganho de causa a Paulo contra os judeus (cf. At 18,12-16 "Sendo Galião pro cônsul da Acaia, levantaram-se os judeus de comum acordo contra Paulo e levaram-no ao tribunal e disseram:13. Este homem persuade os ouvintes a (adotar) um culto contrário à lei.14. Paulo ia falar, mas Galião disse aos judeus: Se fosse, na realidade, uma injustiça ou verdadeiro crime, seria razoável que vos atendesse.15. Mas se são questões de doutrina, de nomes e da vossa lei, isso é lá convosco. Não quero ser juiz dessas coisas.16. E mandou-o sair do tribunal.")
Em Jerusalém, a pedido do centurião romano, Paulo teve que comparecer diante do tribunal dos judeus, o Sinédrio (cf. At 22,30 - " No dia seguinte, querendo saber com mais exatidão de que os judeus o acusavam, soltou-o e ordenou que se reunissem os sumos sacerdotes e todo o Grande Conselho. Trouxe Paulo e o mandou comparecer diante deles."). Foi nessa ocasião que ele provocou um conflito entre os membros do próprio tribunal ao dizer que estava sendo julgado por sua fé na ressurreição (cf. At 23,6-7 "Paulo sabia que uma parte do Sinédrio era de saduceus e a outra de fariseus e disse em alta voz.: Irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus. Por causa da minha esperança na ressurreição dos mortos é que sou julgado. . Ao dizer ele estas palavras, houve uma discussão entre os fariseus e os saduceus, e dividiu-se a assembleia.") Desse modo, jogou os fariseus contra os saduceus. Os saduceus achavam a fé na ressurreição um absurdo. Assim, Paulo conseguiu impedir que fosse condenado. Nem houve julgamento (cf. At 23, 8-10 "(Pois os saduceus afirmam não haver ressurreição, nem anjos, nem espíritos, mas os fariseus admitem uma e outra coisa.)9. Originou-se, então, grande vozearia. Levantaram-se alguns escribas dos fariseus e contestaram ruidosamente: Não achamos mal algum neste homem. (Quem sabe) se não lhe falou algum espírito ou um anjo...10. A discussão fazia-se sempre mais violenta. O tribuno temeu que Paulo fosse despedaçado por eles e mandou aos soldados que descessem, o tirassem do meio deles e o levassem para a cidadela.") Levado para Cesaréia, Paulo teve que comparecer diante de Félix, o governador romano, que protelou o assunto e o deixou preso, sem julgamento, durante dois anos (cf. At 24,22-27 " Félix conhecia bem esta religião e, adiando a questão, disse: Quando descer o tribuno Lísias, então examinarei a fundo a vossa questão.23. Ordenou ao centurião que o guardasse e o tratasse com brandura, sem proibir que os seus o servissem.24. Passados que foram alguns dias, veio Félix com sua mulher Drusila, que era judia. Chamou Paulo e ouvia-o falar da fé em Jesus Cristo.25. Mas, como Paulo lhe falasse sobre a justiça, a castidade e o juízo futuro, Félix, todo atemorizado, disse-lhe: Por ora, podes retirar-te. Na primeira ocasião, chamar-te-ei.26. Esperava outrossim, ao mesmo tempo, que Paulo lhe desse algum dinheiro, pelo que o mandava chamar com frequência e se entretinha com ele.27. Decorridos dois anos, Félix teve por sucessor a Pórcio Festo. Querendo, porém, agradar aos judeus, deixou Paulo na prisão.") Festo o novo governador, quis que Paulo fosse julgado no tribunal de Jerusalém (cf. At. 25,9 "Mas Festo, querendo agradar aos judeus, disse a Paulo: Queres subir a Jerusalém e ser julgado ali diante de mim?") Foi nessa ocasião que Paulo apelou para o tribunal de Cesar em Roma (cf At. 25, 10-11 "Paulo, porém, disse: Estou perante o tribunal de César. É lá que devo ser julgado. Não fiz mal algum aos judeus, como bem sabes.11. Se lhes tenho feito algum mal ou coisa digna de morte, não recuso morrer. Mas, se nada há daquilo de que estes me acusam, ninguém tem o direito de entregar-me a eles. Apelo para César!") Ele sabia que a proposta de fazer o julgamento em Jerusalém era apenas um pretexto para poder assassina-lo numa emboscada durante a viagem para lá ( cf. At 25,3 " com insistência, como um favor, que o mandasse de volta para Jerusalém. É que queriam armar-lhe uma emboscada para o assassinarem no caminho."). Em Roma, ele continuou preso, por mais dois anos, aguardando o julgamento que, ao que tudo indica, não aconteceu por falta de provas (cf. At 28, 30-31 "30. Paulo permaneceu por dois anos inteiros no aposento alugado, e recebia a todos os que vinham procurá-lo.31. Pregava o Reino de Deus e ensinava as coisas a respeito do Senhor Jesus Cristo, com toda a liberdade e sem proibição.")

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

23° - Questionamento Feito a Paulo.

23° - Você já teve problemas com a polícia? Sofreu alguma perseguição?



Muitas vezes! Desde a sua primeira viagem missionária, ou melhor, desde o dia de sua conversão, Paulo encontrou resistência, era perseguido e molestado. Para impedir e dificultar a ação de Paulo, seus adversários recorriam à força da polícia, ao poder das autoridades ou a outros meios de pressão: em Damasco (cf. At. 9,23-24 - "Decorridos alguns dias, os judeus deliberaram, em conselho, matá-lo.24. Estas intenções chegaram ao conhecimento de Saulo. Guardavam eles as portas de dia e de noite, para matá-lo.") em Jerusalém. (cf. At. 9,29 - " Falava também e discutia com os helenistas. Mas estes procuravam matá-lo."), em Chipre (cf At. 13,8 - "Mas Élimas, o Mago - pois assim é interpretado o seu nome -, se lhes opunha, procurando desviar da fé o procônsul.") em Antioquia da Pisídia (cf. At 13,50 - " Mas os judeus instigaram certas mulheres religiosas da aristocracia e os principais da cidade, que excitaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé e os expulsaram do seu território.") , em Icônio (cf. At 14,5 - "Mas como se tivesse levantado um motim dos gentios e dos judeus, com os seus chefes, para os ultrajar e apedrejar,"), em Licaônia (cf At. 14,19 - " Sobrevieram, porém, alguns judeus de Antioquia e de Icônio que persuadiram a multidão. Apedrejaram Paulo e, dando-o por morto, arrastaram-no para fora da cidade."), em Filipos (cf At. 16,22 - " Depois de lhes terem feito muitas chagas, meteram-nos na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança.), em Tessalônica (cf. At. 17, 5-9 - "Os judeus, tomados de inveja, ajuntaram alguns homens da plebe e com esta gente amotinaram a cidade. Assaltaram a casa de Jasão, procurando-os para os entregar ao povo.6. Mas como não os achassem, arrastaram Jasão e alguns irmãos à presença dos magistrados, clamando: Estes homens amotinam todo o mundo. Estão agora aqui! E Jasão os acolheu!7. Todos eles contrariam os decretos de César, proclamando outro rei: Jesus.8. Assim excitavam o povo e os magistrados.9. E só depois de receberem uma caução de Jasão e dos outros é que os deixaram ir."), em Bereia (cf At 17,13 - "Mas os judeus de Tessalônica, sabendo que também em Beréia tinha sido pregada por Paulo a palavra de Deus, foram para lá agitar e sublevar o povo."), em Corinto (cf. At 18 12 - "Sendo Galião procônsul da Acaia, levantaram-se os judeus de comum acordo contra Paulo e levaram-no ao tribunal e disseram:,"), em Éfeso (cf. At 19,23-40 -" 23. Por esse tempo, ocorreu um grande alvoroço a respeito do Evangelho.24. Um ourives, chamado Demétrio, que fazia de prata templozinhos de Ártemis, dava muito a ganhar aos artífices.25. Convocou-os, juntamente com os demais operários do mesmo ramo, e disse: Conheceis o lucro que nos resulta desta indústria.26. Ora, estais vendo e ouvindo que não só em Éfeso, mas quase em toda a Ásia, esse Paulo tem persuadido e desencaminhado muita gente, dizendo que não são deuses os ídolos que são feitos por mãos de homens.27. Daí não somente há perigo de que essa nossa corporação caia em descrédito, como também que o templo da grande Ártemis seja desconsiderado, e até mesmo seja despojada de sua majestade aquela que toda a Ásia e o mundo inteiro adoram.28. Estas palavras encheram-nos de ira e puseram-se a gritar: Viva a Ártemis dos efésios!29. A cidade alvoroçou-se e todos correram ao teatro levando consigo Caio e Aristarco, macedônios e companheiros de Paulo.30. Paulo queria apresentar-se ao povo, mas os discípulos não o deixaram.31. Até alguns dos asiarcas, que eram seus amigos, enviaram-lhe recado, pedindo que não se aventurasse a ir ao teatro.32. Todos gritavam ao mesmo tempo. A assembleia era uma grande confusão e a maioria nem sabia por que se achavam ali reunidos.33. Então fizeram sair do meio da turba Alexandre, que os judeus empurravam para a frente. Alexandre, fazendo sinal com a mão, queria dar satisfação ao povo.34. Mas quando perceberam que ele era judeu, todos a uma voz gritaram pelo espaço de quase duas horas: Viva a Ártemis dos efésios!35. Então o escrivão da cidade (veio) para apaziguar a multidão e disse: Efésios, que homem há que não saiba que a cidade de Éfeso cultua a grande Ártemis, e que a sua estátua caiu dos céus?36. Se isso é incontestável, convém que vos sossegueis e nada façais inconsideradamente.37. Estes homens, que aqui trouxestes, não são sacrílegos nem blasfemadores da vossa deusa.38. Mas, se Demétrio e os outros artífices têm alguma queixa contra alguém, os tribunais estão abertos e aí estão os magistrados: institua-se um processo contra eles.39. Se tendes reclamação a fazer, a assembleia legal decidirá.40. Do que se deu hoje, até corremos risco de sermos acusados de rebelião, porque não há motivo algum que nos permita justificar este concurso."), em Jerusalém (cf At 21, 27-30 - "27. Ao fim dos sete dias, os judeus, vindos da Ásia, viram Paulo no templo e amotinaram todo o povo. Lançando-lhe as mãos,28. gritavam: Ó judeus, valei-nos! Este é o homem que por toda parte prega a todos contra o povo, a lei e o templo. Além disso, introduziu até gregos no templo e profanou o lugar santo.29. É que tinham visto Trófimo, de Éfeso, com ele na cidade, e pensavam que Paulo o tivesse introduzido no templo.30. Alvoroçou-se toda a cidade com grande ajuntamento de povo. Agarraram Paulo e arrastaram-no para fora do templo, cujas portas se fecharam imediatamente."). Ele mesmo informa: "Fui flagelado três vezes. Cinco vezes recebi quarenta golpes menos um" (2Cor 11,25). Uma vez a policia salvou a vida de Paulo. Foi em Jerusalém, quando ele corria perigo de ser linchado pela multidão na praça do Templo (cf. At. 21,31-32 - " 31. Como quisessem matá-lo, o tribuno da corte foi avisado de que toda Jerusalém estava amotinada.32. Ele tomou logo soldados e oficiais e correu aos manifestantes. Estes, ao avistarem o tribuno e os saldados, cessaram de espancar Paulo.").



segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

22° - Questionamento Feito a Paulo.

22° - Como cidadão romano, você chegou a prestar serviço militar?



Um cidadão romano era obrigado a prestar serviço militar nas legiões romanas. Mas é provável que Paulo tenha ficado isento, pois, como já vimos, os judeus conseguiram o privilégio da isenção do serviço militar por vários motivos, todos religiosos:
  1. O serviço militar dificultava a observância do sábado;
  2. Impedia a observância da lei da pureza e dos costumes alimentares próprios;
  3. Exigia dos soldados o culto ao imperador, proibido aos judeus em nome da sua fé em Deus.

sábado, 11 de dezembro de 2010

21º - Questionamento Feito a Paulo.

21° - Você é judeu e cidadão romano. Como é que consegue combinar essas duas coisas?



Não era fácil combinar essas duas coisa. O cidadão romano tinha obrigação de participar do culto ao imperador, coisa que era absolutamente proibida aos judeus em nome de sua fé em Deus. Mas os judeus, ao longo dos séculos, conseguiram achar uma forma viável de convivência sem conflito.


Na maioria das cidades do Império, os judeus viviam organizados em associações chamadas Politeuma. Um politeuma era uma associação oficialmente reconhecida pela polis, isto é, pela autoridades da cidade. Um Politeuma possuía certa independência e gozava de certos privilégios. Seus membros registrados podiam fazer valer esse direitos. Os judeus, organizados em politeuma nas várias cidades do Império, lutaram por estes dois objectivos bem precisos: 1° - De um lado, queriam a plena integração de ses membros cidadãos; assim teriam direito aos privilégios dos "cidadãos da cidade", sobretudo com relação a isenção de taxas e dos impostos. 2º - Do outro queriam a plena liberdade para praticarem a própria religião; a liberdade religiosa que eles pleiteavam consistia no seguinte: não ser obrigado a trabalhar no sábado; ser isento de serviço militar; não participar do culto ao imperador; ter direito a seguir seus próprios costumes alimentares; pautar suas vidas conforme suas próprias leis. Desde o tempo de Julio Cesar, entre 47 e 44 a.C., os judeus foram favorecidos com esses privilégios como recompensa pelos serviços prestados ao Império. Por isso mesmo os judeus da Diáspora, contrariamente aos da Palestina, não tinham tanto problema de convivência com os romanos. Tinham até uma certa simpatia pelo Império e sua organização.
Em alguns lugares, os privilégios especiais dos judeus provocaram a animosidade da população local contra eles, sobretudo por causa dos seus costumes alimentares diferentes e por causa de sua religião, que não aceitava o culto ao Imperador e às divindades locais. Uma ou outra vez, surgiram alguns conflitos com o Império. Várias vezes, os judeus tentaram recorrer à autoridade romana contra os cristãos (cf. At. 13,8.50 - 8. Mas Élimas, o Mago - pois assim é interpretado o seu nome -, se lhes opunha, procurando desviar da fé o pro cônsul.50. Mas os judeus instigaram certas mulheres religiosas da aristocracia e os principais da cidade, que excitaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé e os expulsaram do seu território.).

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

20° - Questionamento Feito a Paulo.

20° - Qual a sua nacionalidade? Mudou alguma vez?

Naquele tempo não era como hoje. Hoje em dia, a nacionalidade de alguém tem a ver com sua pertença a uma nação-estado que concede ou nega a cidadania e passaporte a ses membros. Naquele tempo, a nacionalidade tinha a ver com a pertença da pessoa a uma nação-raça. Ou seja, Paulo, apesar de ser natural de uma cidade helenista na Ásia Menor, conservava a consciência muito clara de ser da raça de Israel (cf. Fl - "circuncidado ao oitavo dia, da raça de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu e filho de hebreus. Quanto à lei, fariseu;"), descendente de Abraão (cf. 2Cor 11,22 - " São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu.), da tribo de Benjamin (cf Rm 11,1 - "Pergunto, então: Acaso rejeitou Deus o seu povo? De maneira alguma. Pois eu mesmo sou israelita, descendente de Abraão, da tribo de Benjamim.), hebreu (cf. 2Cor 11,22 - "São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu.'), judeu (cf. At.22,3 - "Continuou ele: Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade, instruí-me aos pés de Gamaliel, em toda a observância da
lei de nossos pais, partidário entusiasta da causa de Deus como todos vós também o sois no dia de hoje.). Ele dizia: "Vivia no meio da minha nação aqui em Jerusalém." (At. 26,4). E nesse ponto, apesar de tantas viagens e mudanças, mesmo apesar de sua conversão para Cristo, ele nunca mudou de nacionalidade, isto é, nunca deixou de ser judeu. Nunca esqueceu sua origem.
No entanto, a experiência de Cristo ressuscitado na sua vida fez com que ele, sem deixar de ser judeu, percebesse os limites da sua nacionalidade. Para ele, ser da raça de Israel já não era titulo de privilégio diante de Deus, pois, "tanto os judeus como os gregos estão debaixo do pecado" (Rm 3,9). Todos, indistintamente, necessitam da graça que vem de Jesus Cristo (cf. Rm 3,23-24 - " com efeito, todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus), e são justificados gratuitamente por sua graça; tal é a obra da redenção, realizada em Jesus Cristo.).já não mais distinção entre judeu e grego (cf Rm 10,12 - " Pois não há distinção entre judeu e grego, porque todos têm um mesmo Senhor, rico para com todos os que o invocam,") Paulo se fez judeu com os judeus, sem lei com os sem lei, para ganhar a todos para Cristo(cf 1Cor,23-23 - ". Para os judeus fiz-me judeu, a fim de ganhar os judeus. Para os que estão debaixo da lei, fiz-me como se eu estivesse debaixo da lei, embora o não esteja, a fim de ganhar aqueles que estão debaixo da lei.21. Para os que não têm lei, fiz-me como se eu não tivesse lei, ainda que eu não esteja isento da lei de Deus - porquanto estou sob a lei de Cristo -, a fim de ganhar os que não têm lei.22. Fiz-me fraco com os fracos, a fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, a fim de salvar a todos.23. E tudo isso faço por causa do Evangelho, para dele me fazer participante."). Em Cristo todos são iguais (cf. Gl 3,28 - "Já não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos vós sois um em Cristo Jesus.).

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

19º- Questionamento Feito a Paulo.

19º - Você tem algum problema de comunicação? Como resolve?

Paulo deve ter tido muitos problemas de comunicação por causa da grande variedade de línguas faladas pelos diferentes povos do Império Romano. Ele falava em grego mas nem todos os ouvintes entendiam grego. Seria como falar em português aos índios do interior de Roraima. Nem todos os índios entendem o português.
Assim na região dos gálatas, no centro da Ásia Menor, a língua materna do povo era o dialeto gálico (daí o nome gálatas), língua parecida com o francês (a França era chamada de Gália). Fazia pouco tempo que os gálatas haviam migrados da Europa para aquela região da Ásia Menor. Muitos deles não entendiam nada do grego de Paulo. Paulo resolvia o problema da falta de comunicação com gestos e desenhos. Pois ele lembra na carta: "Diante de vocês foi desenhada a imagem do Cristo crucificado" (Gl. 3,1)
Mas isso nem sempre resolvia o problema com tanta facilidade. Certa vez, em Listra, na Licaônia da Ásia Menor, depois da cura de um paralítico por Paulo e Barnabé, o povo exclamou: "Os deuses em forma humana vieram até nós!"(At 14,11). O povo falava em língua Licaônica, que Paulo não entendia. Por isso não percebeu que o povo estava querendo prestar-lhe um culto divino e oferecer-lhe um bezerro como sacrifício de louvor e ação de graças. Foi um equivoco muito desgradável. Provavelmente foi por meio de um intérprete que conseguiram desfazer o mal-entendido (Cf. At. 14,14.18 -"14-Mas os apóstolos Barnabé e Paulo, ao perceberem isso, rasgaram as suas vestes e saltaram no meio da multidão:18-"Apesar dessas palavras, não foi sem dificuldade que contiveram a multidão de sacrificar a eles.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

18°- Questionamento feito a Paulo.

18° - Como é que você faz para se comunicar com tanta gente diferente? Quantas línguas você fala e onde as aprendeu?
Paulo falava o grego (cf. At. 21,37-Quando estava para ser introduzido na fortaleza, Paulo perguntou ao tribuno: É-me permitido dizer duas palavras? Este respondeu: Sabes o grego!)
aprendido em Tarso, sua cidade natal, e escrevia-o correctamente, como o comprovam suas cartas. O grego era a língua comum do comércio e do império, como o inglês hoje em dia. Era a língua do povo das cidades.
Paulo falava também hebraico (cf At. 21,40 - O tribuno lho permitiu. Paulo, em pé nos degraus, acenou ao povo com a mão e se fez um grande silêncio. Falou em língua hebraica do seguinte modo:)
língua na qual foi escrita a maior parte do Antigo Testamento e que se usava quase exclusivamente na celebração da Palavra nas sinagogas. Falava ainda o aramaico que era a língua falada pelo povo da Palestina. Não se sabe se ele falava também o latim dos romanos de Roma.