Paulo foi preso várias vezes: em Filipos (cf. At-16,23 " 16. Certo dia, quando íamos à oração, eis que nos veio ao encontro uma moça escrava que tinha o espírito de Pitão, a qual com as suas adivinhações dava muito lucro a seus senhores. 17. Pondo-se a seguir a Paulo e a nós, gritava: Estes homens são servos do Deus Altíssimo, que vos anunciam o caminho da salvação. 18. Repetiu isto por muitos dias. Por fim, Paulo enfadou-se. Voltou-se para ela e disse ao espírito: Ordeno-te em nome de Jesus Cristo que saias dela. E na mesma hora ele saiu. 19. Vendo seus amos que se lhes esvaecera a esperança do lucro, pegaram Paulo e Silas e levaram-nos ao foro, à presença das autoridades. 20. Em seguida, apresentaram-nos aos magistrados, acusando: Estes homens são judeus; amotinam a nossa cidade. 21. E pregam um modo de vida que nós, romanos, não podemos admitir nem seguir. 22. O povo insurgiu-se contra eles. Os magistrados mandaram arrancar-lhes as vestes para açoitá-los com varas. 23. Depois de lhes terem feito muitas chagas, meteram-nos na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança."), em Jerusalém (cf. At - 21,33 "33. Aproximando-se então o tribuno, prendeu-o e mandou acorrentá-lo com duas cadeias. Perguntou então quem era e o que havia feito.") em Cesaréia (cf. At 23,23), em Roma (cf. At 28,20 "20. Por esse motivo, mandei chamar-vos, para vos ver e falar convosco. Porquanto, pela esperança de Israel, é que estou preso com esta corrente."). Além disso, ele deve ter sofrido uma prisão muito pesada em Éfeso, de onde mandou cartas para os Filipenses (cf Fl 1,13 "13. Em todo o pretório e por toda parte tornou-se conhecido que é por causa de Cristo que estou preso."), para os Colossenses (cf Cl 4,18 "18. Minha saudação, de próprio punho: PAULO. Lembrai-vos das minhas cadeias. A graça esteja convosco!"), e talvez Filêmon (cf Fm 9,13 "13. Quisera conservá-lo comigo, para que em teu nome ele continuasse a assistir-me nesta minha prisão pelo Evangelho."). A prisão em Éfeso foi tão pesada, que ele chegou a perder a esperança de sobreviver (cf. 2Cor 1 8-9 "8. Não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia. Fomos maltratados ali desmedidamente, além das nossas forças, a ponto de termos perdido a esperança de sair com vida. 9. Sentíamos dentro de nós mesmos a sentença de morte, para que aprendêssemos a pôr a nossa confiança não em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos."). Foi como "uma luta contra animais selvagens" (Cf. 2Cor 11,23 "23. São ministros de Cristo? Falo como menos sábio: eu, ainda mais. Muito mais pelos trabalhos, muito mais pelos cárceres, pelos açoites sem medida. Muitas vezes vi a morte de perto.").
O motivo aduzido pelos adversários para pendê-lo nem sequer era o mesmo. Em Filipos, a acusação diz a propósito de Paulo e Silas "estes homens estão provocando a desordem em nossa cidade; sao judeus e pregam costumes que a nós, romanos, não é permitido aceitar nem seguir" (cf At 16,20-21). Em Jerusalém, os judeus gritavam ao povo contra Paulo: " Israelitas, socorro este é o homem que anda ensinando a todos e por toda a parte contra o nosso povo, contra a Lei e contra este lugar. Além disso ele trouxe gregos para dentro do templo profanando este santo lugar" (cf At 21-28). Em Cesaréia , o governador recebeu a seguinte escrita do oficial romano de Jerusalém a respeito de Paulo: "Verifiquei que ele era incriminado por questoes referente a lei que os rege, não havendo nenhum crime que justificasse morte ou prisão" (At. 23,29). E diante do tribunal a acusação dos próprios judeus dizia: "Verificamos que este homem é uma peste: ele promove conflitos entre os judeus do mundo inteiro e é também um dos líderes da seita dos nazareus. Ele tentou inclusive profanar o templo por isso, o prendemos" (cf At 24,5-6).
Apesar de Preso, Paulo continuava livre: escrevia cartas e anunciava o Evangelho "com firmeza e sem impedimento" (At 28,31).
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