12° - Paulo, explique-se melhor: depois de convertido para Cristo, o que foi que você fez da profissão que aprendeu? Chegou a exercê-la? Como arrumava emprego?
A entrada de Cristo em sua vida criou para Paulo uma situação nova e diferente, que o obrigou a buscar uma outra maneira de sobreviver. Como que de repente, Paulo foi cortado da comunidade judaica e perdeu o circulo de anizades que tinha entre os judeus, pois eles chegaram ao ponto de querer mata-lo (cf. At. 9,23-"Decorridos alguns dias, os judeus deliberaram, em conselho, matá-lo.") e, durante mais de catorze anos, levou uma vida de missionário ambulante, sem domicílio, sem oficina e sem clientela fixa. Como sobreviver nessas condições?
De acordo com o costume dos missionários, professores, filósofos e ambulantes daquela época havia várias alternativas de sobrevivencia. Alguns professores inpunham um preço pelo ensino que davam. Outros, mas bem poucos viviam de esmolas que eles pediam nas praças. A maioria porém, se instalava em alguma casa de familia e recebendo dela até alguma ajuda em dinheiro. Assim, por exemplo, fizera Aristóteles como professor de Alexandre Magno.
Ora, Paulo, por uma questão de princípio, não aceitounenhuma dessas três alternativas. Embora reconhecesse aos outros o direito de receber um salário da comunidade pelo trabalho realizado (cf. 1Cor. 9,14-15- "Assim também ordenou o Senhor que os que anunciam o Evangelho vivam do Evangelho.15. Mas não tenho usado de nenhum desses direitos; e nem escrevo isto para reclamá-los. Preferiria morrer a... Mas ninguém me tirará este título de glória.") ele mesmo fazia questão de não aceitar um salário pelo ensino que dava, pois queria anunciar o evangelho de graça (cf. ICor 9,17-18 "Se o fizesse de minha iniciativa, mereceria recompensa. Se o faço independentemente de minha vontade, é uma missão que me foi imposta. Então em que consiste a minha recompensa? Em que, na pregação do Evangelho, o anuncio gratuitamente, sem usar do direito que esta pregação me confere.). Não queria depender da comunidade nem ser peso pra ela (cf. 1Ts 2,9 - "Vós vos lembrais, irmãos, dos nossos trabalhos e de nossa fadiga. Trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, pregamo-vos o Evangelho de Deus." ; 2Ts. 3,7-9 -"Sabeis perfeitamente o que deveis fazer para nos imitar. Não temos vivido entre vós desregradamente, nem temos comido de graça o pão de ninguém. Mas, com trabalho e fadiga, labutamos noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós. Não porque não tivéssemos direito para isso, mas foi para vos oferecer em nós mesmos um exemplo a imitar." 2Cor. 12,13-14- "Em que fostes inferiores às outras igrejas, senão no fato de que a vós não vos fui pesado? Relevai-me esta injúria!... Eis que estou pronto a ir ter convosco pela terceira vez. Não vos serei oneroso, porque não busco os vossos bens, mas sim a vós mesmos. Com efeito, não são os filhos que devem entesourar para os pais, mas os pais para os filhos." Não aceitava esmola, nem ajuda para si mesmo, a não ser da comunidade de Filipos (cf. Fl 4,15- "Vós que sois de Filipos, bem sabeis como, no início do meu ministério evangélico, quando parti da Macedônia, nenhuma comunidade abriu comigo contas de deve-haver, senão vós somente."), porque, de certo modo, considerava-se membro fixo daquela comunidade e participava da partilha. Paulo escolheu uma quarta alternativa trabalhar com as próprias mãos (cf. 1Cor 4,12 -" fatigamo-nos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Insultados, abençoamos; perseguidos, suportamos; caluniados, consolamos!). E nesse ponto lhe foi de muito proveito a profissão que aprendeu, mas com uma grande diferença: aprendeu a profissão como filho de pai influente e rico, e acabou por exerce-la como operário necessitado, obrigado pelas circunstancias duras da vida a procurar um emprego nas oficinas perto do mercado das grandes cidades.
De acordo com o costume dos missionários, professores, filósofos e ambulantes daquela época havia várias alternativas de sobrevivencia. Alguns professores inpunham um preço pelo ensino que davam. Outros, mas bem poucos viviam de esmolas que eles pediam nas praças. A maioria porém, se instalava em alguma casa de familia e recebendo dela até alguma ajuda em dinheiro. Assim, por exemplo, fizera Aristóteles como professor de Alexandre Magno.
Ora, Paulo, por uma questão de princípio, não aceitounenhuma dessas três alternativas. Embora reconhecesse aos outros o direito de receber um salário da comunidade pelo trabalho realizado (cf. 1Cor. 9,14-15- "Assim também ordenou o Senhor que os que anunciam o Evangelho vivam do Evangelho.15. Mas não tenho usado de nenhum desses direitos; e nem escrevo isto para reclamá-los. Preferiria morrer a... Mas ninguém me tirará este título de glória.") ele mesmo fazia questão de não aceitar um salário pelo ensino que dava, pois queria anunciar o evangelho de graça (cf. ICor 9,17-18 "Se o fizesse de minha iniciativa, mereceria recompensa. Se o faço independentemente de minha vontade, é uma missão que me foi imposta. Então em que consiste a minha recompensa? Em que, na pregação do Evangelho, o anuncio gratuitamente, sem usar do direito que esta pregação me confere.). Não queria depender da comunidade nem ser peso pra ela (cf. 1Ts 2,9 - "Vós vos lembrais, irmãos, dos nossos trabalhos e de nossa fadiga. Trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, pregamo-vos o Evangelho de Deus." ; 2Ts. 3,7-9 -"Sabeis perfeitamente o que deveis fazer para nos imitar. Não temos vivido entre vós desregradamente, nem temos comido de graça o pão de ninguém. Mas, com trabalho e fadiga, labutamos noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós. Não porque não tivéssemos direito para isso, mas foi para vos oferecer em nós mesmos um exemplo a imitar." 2Cor. 12,13-14- "Em que fostes inferiores às outras igrejas, senão no fato de que a vós não vos fui pesado? Relevai-me esta injúria!... Eis que estou pronto a ir ter convosco pela terceira vez. Não vos serei oneroso, porque não busco os vossos bens, mas sim a vós mesmos. Com efeito, não são os filhos que devem entesourar para os pais, mas os pais para os filhos." Não aceitava esmola, nem ajuda para si mesmo, a não ser da comunidade de Filipos (cf. Fl 4,15- "Vós que sois de Filipos, bem sabeis como, no início do meu ministério evangélico, quando parti da Macedônia, nenhuma comunidade abriu comigo contas de deve-haver, senão vós somente."), porque, de certo modo, considerava-se membro fixo daquela comunidade e participava da partilha. Paulo escolheu uma quarta alternativa trabalhar com as próprias mãos (cf. 1Cor 4,12 -" fatigamo-nos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Insultados, abençoamos; perseguidos, suportamos; caluniados, consolamos!). E nesse ponto lhe foi de muito proveito a profissão que aprendeu, mas com uma grande diferença: aprendeu a profissão como filho de pai influente e rico, e acabou por exerce-la como operário necessitado, obrigado pelas circunstancias duras da vida a procurar um emprego nas oficinas perto do mercado das grandes cidades.
Cícero, célebre orador e senador romano, dizia:"Uma oficina não tem nada que possa beneficiar um homem livre". Por isso, para um homem livre como paulo, não era fácil conseguir um emprego. Em geral, as grandes oficinas só empregavam escravos por serem mais baratos. Quando um homem livre procurava trabalho em alguma oficina, ele fazia algo que o humilhava. Foi o que aconteceu com Paulo. Ele escreve com ecrta ironia "Terá sido falta minha anunciar-vos gratuitamente o evangelho de Deus humilhando-me a mim mesmo para vos exaltar?" (2Cor 11,7). Procurando emprego nessas condições, Paulo assumia a condição de um escravo:"Mesmo sendo livre eu fiz-me escravo de todos" (1Cor 9,19)