Paulo escrevendo.

Paulo escrevendo.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

26º - Questionamento Feito a Paulo

26º - Dizem que você é uma pessoa doente. É verdade? Como vai de saúde?

Paulo deve ter tido uma saúde de ferro para poder levar a vida que levou. Dos 40 aos 60 anos de idade, viajava a pé pelo mundo, percorrendo ao todo mais de 15 mil quilômetros, suportando canseiras, prisões, açoites, perigos de morte, flagelações, apedrejamento, naufrágios, perigos nas estradas, nos rios, nas serras, perigos por parte dos judeus e por parte dos falsos irmãos, a preocupação constante pelas comunidades, sem contar o trabalho profissional como fabricante de tendas de manhã até a noite, com salário minguado que o deixava com fome e sede e o obrigava a fazer vigílias e horas extras. Isso só é possivel para quem tem uma boa saúde. Ele mesmo conta isso na Segunda Carta aos Corintios (cf. 2Cor 11,23-28 "23. São ministros de Cristo? Falo como menos sábio: eu, ainda mais. Muito mais pelos trabalhos, muito mais pelos cárceres, pelos açoites sem medida. Muitas vezes vi a morte de perto. 24. Cinco vezes recebi dos judeus os quarenta açoites menos um. 25. Três vezes fui flagelado com varas. Uma vez apedrejado. Três vezes naufraguei, uma noite e um dia passei no abismo. 26. Viagens sem conta, exposto a perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte de meus concidadãos, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos entre falsos irmãos!   27. Trabalhos e fadigas, repetidas vigílias, com fome e sede, freqüentes jejuns, frio e nudez! 28. Além de outras coisas, a minha preocupação cotidiana, a solicitude por todas as igrejas!")
Mesmo assim, durante a segunda viagem missionária, a doença apareceu na vida de Paulo e o obrigou a fazer uma parada forçada na Galacia da Asia Menor (cf. Gl 4,13 "13. Estais lembrados de como eu estava doente quando, pela primeira vez, vos preguei o Evangelho") Ele aproveitou da ocasião para anunciar o Evangelho aos habitantes da regiãoe, assim, contribuiu para que surgisse a comunidade dos gálatas. Tratava-se, provavelmente, de uma doença nos olhos, pois, como ele mesmo diz na carta os gálatas queriam até "arrancar os próprios olhos para dá-los a Paulo" (cf. Gl 4,15 "15. Onde está agora aquele vosso entusiasmo? Asseguro-vos que, se possível fora, teríeis arrancado os vossos olhos para mos dar!") Alguns exegetas acham que o misterioso "aguilhão na carne", de que fala na Segunda Carta aos Corintios (cf. 2Cor 12,7"7. Demais, para que a grandeza das revelações não me levasse ao orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás para me esbofetear e me livrar do perigo da vaidade.") teria sido uma doença. É dificil saber o que era na verdade Paulo não o explica.
O fato de Paulo mostrar-se preocupado com a saúde dos companheiros e de recomendar a Timóteo que bebese um pouco de vinho por causa do estomago e das frequentes fraquezas (cf. 1Tm 5,23 "23. Não continues a beber só água, mas toma também um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes indisposições.") revela uma pessoa realista que sabia apreciar o imenso dom de uma boa Saúde. 




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São Paulo Descansando..





quarta-feira, 23 de maio de 2012

25° - Questionamento feito a Paulo.

25° - Quantas vezes você ja esteve preso, onde e porquê?

Paulo foi preso várias vezes: em Filipos (cf. At-16,23 " 16. Certo dia, quando íamos à oração, eis que nos veio ao encontro uma moça escrava que tinha o espírito de Pitão, a qual com as suas adivinhações dava muito lucro a seus senhores. 17. Pondo-se a seguir a Paulo e a nós, gritava: Estes homens são servos do Deus Altíssimo, que vos anunciam o caminho da salvação. 18. Repetiu isto por muitos dias. Por fim, Paulo enfadou-se. Voltou-se para ela e disse ao espírito: Ordeno-te em nome de Jesus Cristo que saias dela. E na mesma hora ele saiu. 19. Vendo seus amos que se lhes esvaecera a esperança do lucro, pegaram Paulo e Silas e levaram-nos ao foro, à presença das autoridades. 20. Em seguida, apresentaram-nos aos magistrados, acusando: Estes homens são judeus; amotinam a nossa cidade. 21. E pregam um modo de vida que nós, romanos, não podemos admitir nem seguir. 22. O povo insurgiu-se contra eles. Os magistrados mandaram arrancar-lhes as vestes para açoitá-los com varas. 23. Depois de lhes terem feito muitas chagas, meteram-nos na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança."), em Jerusalém (cf. At - 21,33 "33. Aproximando-se então o tribuno, prendeu-o e mandou acorrentá-lo com duas cadeias. Perguntou então quem era e o que havia feito.") em Cesaréia (cf. At 23,23), em Roma (cf. At 28,20 "20. Por esse motivo, mandei chamar-vos, para vos ver e falar convosco. Porquanto, pela esperança de Israel, é que estou preso com esta corrente."). Além disso, ele deve ter sofrido uma prisão muito pesada em Éfeso, de onde mandou cartas para os Filipenses (cf Fl 1,13 "13. Em todo o pretório e por toda parte tornou-se conhecido que é por causa de Cristo que estou preso."), para os Colossenses (cf Cl 4,18 "18. Minha saudação, de próprio punho: PAULO. Lembrai-vos das minhas cadeias. A graça esteja convosco!"), e talvez Filêmon (cf Fm 9,13 "13. Quisera conservá-lo comigo, para que em teu nome ele continuasse a assistir-me nesta minha prisão pelo Evangelho."). A prisão em Éfeso foi tão pesada, que ele chegou a perder a esperança de sobreviver (cf. 2Cor 1 8-9 "8. Não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia. Fomos maltratados ali desmedidamente, além das nossas forças, a ponto de termos perdido a esperança de sair com vida.  9. Sentíamos dentro de nós mesmos a sentença de morte, para que aprendêssemos a pôr a nossa confiança não em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos."). Foi como "uma luta contra animais selvagens" (Cf. 2Cor 11,23 "23. São ministros de Cristo? Falo como menos sábio: eu, ainda mais. Muito mais pelos trabalhos, muito mais pelos cárceres, pelos açoites sem medida. Muitas vezes vi a morte de perto.").

O motivo aduzido pelos adversários para pendê-lo nem sequer era o mesmo. Em Filipos, a acusação diz a propósito de Paulo e Silas "estes homens estão provocando a desordem em nossa cidade; sao judeus e pregam costumes que a nós, romanos, não é permitido aceitar nem seguir" (cf At 16,20-21). Em Jerusalém, os judeus gritavam ao povo contra Paulo: " Israelitas, socorro este é o homem que anda ensinando a todos e por toda a parte contra o nosso povo, contra a Lei e contra este lugar. Além disso ele trouxe gregos para dentro do templo profanando este santo lugar" (cf At 21-28). Em Cesaréia , o governador recebeu a seguinte escrita do oficial romano de Jerusalém a respeito de Paulo: "Verifiquei que ele era incriminado por questoes referente a lei que os rege, não havendo nenhum crime que justificasse morte ou prisão" (At. 23,29). E diante do tribunal a acusação dos próprios judeus dizia: "Verificamos que este homem é uma peste: ele promove conflitos entre os judeus do mundo inteiro e é também um dos líderes da seita dos nazareus. Ele tentou inclusive profanar o templo por isso, o prendemos" (cf At 24,5-6).

Apesar de Preso, Paulo continuava livre: escrevia cartas e anunciava o Evangelho "com firmeza e sem impedimento" (At 28,31).