13° - Paulo por quê você insiste tanto no valor do "trabalho com as próprias mãos"?
Na sociedade helenista, trabalhar com as próprias mãos era visto como trabalho de escravo e impróprio para um homem livre. O ideal da cultura dos gregos era uma vida intelectual sem trabalho manual. Daí que os outros missionários, filósofos e professores ambulantes, cultivando o ideal da época, não trabalhavam com as próprias mão se eram sustentados pela comunidade.
A comunidade por sua vez os acolhia de bom grado, pois via neles um símbolo do Ideal que todos queriam atingir. Embora alimentado por todos e para todos, esse ideal era apenas para uma pequena elite.
Paulo rompe com o ideal cultivado pela sociedade e pela cultura helenista. Pois ele insiste em querer sustentar-se através do trabalho manual: "Vocês sabem como devem imitar-nos: nós não ficamos sem fazer nada quando estivemos entre vocês, nem pedimos a ninguém o pão que comemos; pelo contrário, trabalhamos com fadiga e esforço, noite e dia, para não sermos um peso para nenhum de vocês. Não porque não tivéssemos direito a isso, mas porque nós quisemos ser um exemplo´para vocês imitarem"(2Ts 3,7-9).
Apresentando-se ao povo como um missionário que vive do trabalho de suas próprias mãos, Paulo faz com que o Evangelho entre por uma porta diferente provoque uma ruptura na via do povo e lhe apresente um novo ideal de vida. Ele escreve aos membros da comunidade de Tessalônica: "Empenhem a sua honra em levar uma vida tranquila, ocupando-se das suas próprias coisas e trabalhando com as próprias mãos. Assim levarão uma vida honrada aos olhos dos de fora e não passarão mais necessidades de coisa alguma"(1Ts 4,11-12). Como entender o significado dessas palavras de Paulo?
A grande massa urbana daquele tempo era de escravos. Vivia na necessidade, na pobreza, na escravidão. Foi sobretudo no meio desse povo que surgiam as primeiras comunidades cristãs do mundo helenista( cf. 1Cor 1,26- "Vede, irmãos, o vosso grupo de eleitos: não há entre vós muitos sábios, humanamente falando, nem muitos poderosos, nem muitos nobres.") O ideal de vida daquela época, alimentado pela ideologia dominante, estava fora do alcance do povo fora de suas possibilidades, pois eram prisioneiros de sua condição de trabalhadores assalariados e escravos. Jamais poderiam subir e alcançar o ideal de uma vida sem trabalho manual. Ora, nesse texto, Paulo não propões um ideal distante, mas faz saber que para ele a saída está neles mesmos: ocupar de suas próprias coisas e trabalhar com suas próprias mãos. Este é o caminho para o povo poder sair da pobreza e chegar a uma situação em que não passarão mais necessidades de coisa alguma. O ideal, a vida honrada, já não é a vida do intelectual que não trabalha com as próprias mãos, mas é a vida do próprio povo trabalhador. Trabalhar com as próprias mãos, que antes era um sinal de escravidão e motivo de vergonha, agora se torna fonte de vida honrada, não só para os membros da comunidade mas até aos os olhos de fora!
Paulo deu exemplo (Cf. 1Ts2,9; 2Ts 3,7-9; At. 20,34-35; 1Cor 4,12-"fatigamo-nos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Insultados, abençoamos; perseguidos, suportamos; caluniados, consolamos!").
Ele era um homem livre que não precisava trabalhar como um escravo. Como missionário ambulante, ele poderia ser sustentado pela comunidade, e a comunidade o aceitaria de bom grado. Mas ele recusou esse direito (cf 1Cor 9,15-"Mas não tenho usado de nenhum desses direitos; e nem escrevo isto para reclamá-los. Preferiria morrer a... Mas ninguém me tirará este título de glória.") Fez questão de trabalhar com as próprias mãos. Desse modo,ajudava os irmãos pobres a quebrar a ideologia dominante e a perceber onde estava a fonte da verdadeira honradez. E foi exactamente nesse ponto que Paulo recebeu os maiores ataques dos outros missionários que não chegavam a entender sua atitude e que pensavam mais de acordo com a ideologia dominante (cf. 1Cor 9,1-18; 2Cor 11,7-15).
Na sociedade helenista, trabalhar com as próprias mãos era visto como trabalho de escravo e impróprio para um homem livre. O ideal da cultura dos gregos era uma vida intelectual sem trabalho manual. Daí que os outros missionários, filósofos e professores ambulantes, cultivando o ideal da época, não trabalhavam com as próprias mão se eram sustentados pela comunidade.
A comunidade por sua vez os acolhia de bom grado, pois via neles um símbolo do Ideal que todos queriam atingir. Embora alimentado por todos e para todos, esse ideal era apenas para uma pequena elite.
Paulo rompe com o ideal cultivado pela sociedade e pela cultura helenista. Pois ele insiste em querer sustentar-se através do trabalho manual: "Vocês sabem como devem imitar-nos: nós não ficamos sem fazer nada quando estivemos entre vocês, nem pedimos a ninguém o pão que comemos; pelo contrário, trabalhamos com fadiga e esforço, noite e dia, para não sermos um peso para nenhum de vocês. Não porque não tivéssemos direito a isso, mas porque nós quisemos ser um exemplo´para vocês imitarem"(2Ts 3,7-9).
Apresentando-se ao povo como um missionário que vive do trabalho de suas próprias mãos, Paulo faz com que o Evangelho entre por uma porta diferente provoque uma ruptura na via do povo e lhe apresente um novo ideal de vida. Ele escreve aos membros da comunidade de Tessalônica: "Empenhem a sua honra em levar uma vida tranquila, ocupando-se das suas próprias coisas e trabalhando com as próprias mãos. Assim levarão uma vida honrada aos olhos dos de fora e não passarão mais necessidades de coisa alguma"(1Ts 4,11-12). Como entender o significado dessas palavras de Paulo?
A grande massa urbana daquele tempo era de escravos. Vivia na necessidade, na pobreza, na escravidão. Foi sobretudo no meio desse povo que surgiam as primeiras comunidades cristãs do mundo helenista( cf. 1Cor 1,26- "Vede, irmãos, o vosso grupo de eleitos: não há entre vós muitos sábios, humanamente falando, nem muitos poderosos, nem muitos nobres.") O ideal de vida daquela época, alimentado pela ideologia dominante, estava fora do alcance do povo fora de suas possibilidades, pois eram prisioneiros de sua condição de trabalhadores assalariados e escravos. Jamais poderiam subir e alcançar o ideal de uma vida sem trabalho manual. Ora, nesse texto, Paulo não propões um ideal distante, mas faz saber que para ele a saída está neles mesmos: ocupar de suas próprias coisas e trabalhar com suas próprias mãos. Este é o caminho para o povo poder sair da pobreza e chegar a uma situação em que não passarão mais necessidades de coisa alguma. O ideal, a vida honrada, já não é a vida do intelectual que não trabalha com as próprias mãos, mas é a vida do próprio povo trabalhador. Trabalhar com as próprias mãos, que antes era um sinal de escravidão e motivo de vergonha, agora se torna fonte de vida honrada, não só para os membros da comunidade mas até aos os olhos de fora!
Paulo deu exemplo (Cf. 1Ts2,9; 2Ts 3,7-9; At. 20,34-35; 1Cor 4,12-"fatigamo-nos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Insultados, abençoamos; perseguidos, suportamos; caluniados, consolamos!").
Ele era um homem livre que não precisava trabalhar como um escravo. Como missionário ambulante, ele poderia ser sustentado pela comunidade, e a comunidade o aceitaria de bom grado. Mas ele recusou esse direito (cf 1Cor 9,15-"Mas não tenho usado de nenhum desses direitos; e nem escrevo isto para reclamá-los. Preferiria morrer a... Mas ninguém me tirará este título de glória.") Fez questão de trabalhar com as próprias mãos. Desse modo,ajudava os irmãos pobres a quebrar a ideologia dominante e a perceber onde estava a fonte da verdadeira honradez. E foi exactamente nesse ponto que Paulo recebeu os maiores ataques dos outros missionários que não chegavam a entender sua atitude e que pensavam mais de acordo com a ideologia dominante (cf. 1Cor 9,1-18; 2Cor 11,7-15).
Resumindo: o trabalho ocupa um lugar centra na vida de Paulo. Através do trabalho, ele se tornou um exemplo vivo e ajudava as comunidades a compreender que era precisamente em sua condição de trabalhadores e escravos que estava a base para poder criar uma situação nova em que o povo já não passasse necessidade.
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