Paulo escrevendo.

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terça-feira, 3 de julho de 2012

28° - Questionamento feito a Paulo.

28º- O que lhe causou mais tristeza na vida?

Paulo teve muitas tristezas e problemas na vida. Ele as enumera na Segunda Carta ao Corintios (cf. 2Cor 11,23-29 "23. São ministros de Cristo? Falo como menos sábio: eu, ainda mais. Muito mais pelos trabalhos, muito mais pelos cárceres, pelos açoites sem medida. Muitas vezes vi a morte de perto.24. Cinco vezes recebi dos judeus os quarenta açoites menos um.25. Três vezes fui flagelado com varas. Uma vez apedrejado. Três vezes naufraguei, uma noite e um dia passei no abismo.26. Viagens sem conta, exposto a perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte de meus concidadãos, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos entre falsos irmãos!27. Trabalhos e fadigas, repetidas vigílias, com fome e sede, freqüentes jejuns, frio e nudez!28. Além de outras coisas, a minha preocupação cotidiana, a solicitude por todas as igrejas!29. Quem é fraco, que eu não seja fraco? Quem sofre escândalo, que eu não me consuma de dor?") Teve tristezas nas comunidades, sobretudo em Corinto. Mas a tristeza maior parece ter sido a recusa de seus irmãos, os judeus, de crer em Jesus e de aceita-lo como o messias prometido e esperado. A isso ele se refere quando diz: "tenho uma grande tristeza, uma dor incessante no coração" (Rm 9,2). Ele chega a dizer que gostaria de ser "separado de Cristo", se com isso pudesse ganhar os seus irmãos para Cristo(cf. Rm. 9,3). Estevão questionou Paulo e conseguiu leva-lo a conversão. Paulo, uma vez convertido, questionou os outros judeus, mas não conseguiu leva-los à conversão. Pelo contrário, provocou a raiva deles a ponto de ser perseguido por eles com ódio de morte, pois nãoo perdoavam de, como eles diziam, ter se levantado contra o povo, contra a lei e contra o templo (cf. At. 21,28; cf. tb. At. 9,23; 21,31; 23,12; 25,3).
Outro sofrimento muito grande de Paulo, vinha dos "falsos irmãos" (cf. 2Cor. 11,26 "26. Viagens sem conta, exposto a perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte de meus concidadãos, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos entre falsos irmãos!").ou "falsos apostolos" (cf. 2Cor. 11,13 "13. Esses tais são falsos apóstolos, operários desonestos, que se disfarçam em apóstolos de Cristo"). Os "falsos irmãos" eram judeus convertidos que não concordavam com a abertura de Paulo com relação a entrada de pagãos na Igreja. Eles achavam que os pagãos, ao entrarem na comunidade, deviam obsevar toda a lei e praticar a circuncisão (cf. At 15,1-10"1. Alguns homens, descendo da Judéia, puseram-se a ensinar aos irmãos o seguinte: Se não vos circuncidais, segundo o rito de Moisés, não podeis ser salvos. 2. Originou-se então grande discussão de Paulo e Barnabé com eles, e resolveu-se que estes dois, com alguns outros irmãos, fossem tratar desta questão com os apóstolos e os anciãos em Jerusalém. 3. Acompanhados (algum tempo) dos membros da comunidade, tomaram o caminho que atravessa a Fenícia e Samaria. Contaram a todos os irmãos a conversão dos gentios, o que causou a todos grande alegria. 4. Chegando a Jerusalém, foram recebidos pela comunidade, pelos apóstolos e anciãos, a quem contaram tudo o que Deus tinha feito com eles. 5. Mas levantaram-se alguns que antes de ter abraçado a fé eram da seita dos fariseus, dizendo que era necessário circuncidar os pagãos e impor-lhes a observância da Lei de Moisés. 6. Reuniram-se os apóstolos e os anciãos para tratar desta questão. 7. Ao fim de uma grande discussão, Pedro levantou-se e lhes disse: Irmãos, vós sabeis que já há muito tempo Deus me escolheu dentre vós, para que da minha boca os pagãos ouvissem a palavra do Evangelho e cressem.8. Ora, Deus, que conhece os corações, testemunhou a seu respeito, dando-lhes o Espírito Santo, da mesma forma que a nós. 9. Nem fez distinção alguma entre nós e eles, purificando pela fé os seus corações. 10. Por que, pois, provocais agora a Deus, impondo aos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar.; Gl 6,12-13 "12. Os que vos obrigam à circuncisão são homens que se querem impor, só para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo. 13. Pois nem os próprios circuncisos observam a lei. E se fazem questão de que vos mandeis circuncidar, é para terem motivo de se gloriarem na vossa carne.). Por isso, procuravam solapar a base do trabalho de Paulo, dizendo que a sua pregação não tinha a aprovação dos apóstolos (cf. Gl 2,1-10 "1. Catorze anos mais tarde, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também Tito comigo.2. E subi em conseqüência de uma revelação. Expus-lhes o Evangelho que prego entre os pagãos, e isso particularmente aos que eram de maior consideração, a fim de não correr ou de não ter corrido em vão. 3. Entretanto, nem sequer meu companheiro Tito, embora gentio, foi obrigado a circuncidar-se.4. Mas, por causa dos falsos irmãos, intrusos - que furtivamente se introduziram entre nós para espionar a liberdade de que gozávamos em Cristo Jesus, a fim de nos escravizar -, 5. fomos, por esta vez, condescendentes, para que o Evangelho permanecesse em sua integridade.6. Quanto aos que eram de autoridade - o que antes tenham sido não me importa, pois Deus não se deixa levar por consideração de pessoas -, estas autoridades, digo, nada me impuseram. 7. Ao contrário, viram que a evangelização dos incircuncisos me era confiada, como a dos circuncisos a Pedro8. (porque aquele cuja ação fez de Pedro o apóstolo dos circuncisos, fez também de mim o dos pagãos).9. Tiago, Cefas e João, que são considerados as colunas, reconhecendo a graça que me foi dada, deram as mãos a mim e a Barnabé em sinal de pleno acordo:10. iríamos aos pagãos, e eles aos circuncidados. Recomendaram-nos apenas que nos lembrássemos dos pobres, o que era precisamente a minha intenção.)  Obrigaram Palo a fazer sua defesa (cf. 2Cor 11,12 "12. Mas o que faço, continuarei a fazer, para cortar pela raiz todo pretexto àqueles que procuram algum pretexto para se envaidecerem e se afirmarem iguais a nós.). Se Paulo se defende não é por causa dele mesmo, mas por causadas comunidades por ele fundadas.









quarta-feira, 27 de junho de 2012

27º - Questionamento feito a Paulo

27º - Como você se distrai e se diverte? tem algum passatempo? é admirador de algum esporte?

É dificil saber o que o divertia e distraia. Durante toda sua vida, sobretudo depois de sua conversão, aquilo que o ocupava e o dilatava por dentro era o que ele chamava a agápe, o "amor" (cf. 1Cor 13,1-13 ". Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.2. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada. 3. Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!4. A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante.5. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor.6. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. 7. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 8. A caridade jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará. 9. A nossa ciência é parcial, a nossa profecia é imperfeita. 10. Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá. 11. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança. 12. Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido.13. Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade.") Por esse amor, permitia que o outro, a comunidade, entrasse dentro dele, ocupasse  todo o espaço, morasse ali dentro como o dono real da casa e o distraisse de si mesmo, de seu próprio centro, para o bem, estar dos outros.
No fim da vida, já depois dos 50 anos de idade, aquilo que mais o ocupava e preocupava po dentro era a "solicitude por todas as comunidades" (2Cor 11,28 "Além de outras coisas, a minha preocupação cotidiana, a solicitude por todas as igrejas!) Ele não deve ter tido muito tempo nem ocasião para se divertir. É dificil saber se tinha algum passatempo. Nas horas livres e nas horas de trabalho na oficina ou no mercado, ele discutia o assunto da Boa-Nova de Jesus com o pessoal. (Cf. At. 17,11.17 "11.Estes eram mais nobres do que os de Tessalônica e receberam a palavra com ansioso desejo, indagando todos os dias, nas Escrituras, se essas coisas eram de fato assim.17 Disputava na sinagoga com os judeus e prosélitos, e todos os dias, na praça, com os que ali se encontravam.)
Mesmo assim, há alguma coisa nas cartas que nos revela o gosto e a preferencia de Paulo. Quando menino, ele deve ter gostado muito de assistir as corridas no estádio da cidade, pois delas ele continuava falando, até depois de velho, mesmo para comparar a mensagem do Evangelho e suas exigencias para a vida (cf. Gl 2,2: "2 E subi em conseqüência de uma revelação. Expus-lhes o Evangelho que prego entre os pagãos, e isso particularmente aos que eram de maior consideração, a fim de não correr ou de não ter corrido em vão." Gl 5,7:"Corríeis bem. Quem, pois, vos cortou os passos para não obedecerdes à verdade?" 1Cor 9,24-26; Fl 2,16; 3,12-14; 2Tm 4,7; Hb 12,1).
Paulo foi nascido e criado em cidade grande. Tarso tinha mais ou menos 300 mil habitantes. Uma cidade assim tinha seu estádio de esportes e organizava seus jogos de atletismo, a cada quatro anos: corridas, lutas, lançamentos de discos etc. Paulo pode não saber muito de roças e de plantas, mas ele entende de jogos urbanos. As comparações que ele usa são quase todas tiradas dos jogos e ele supoe que seus leitores as entendam: Ganhar a Coroa (cf. 1Cor 9,25 "Todos os atletas se impõem a si muitas privações; e o fazem para alcançar uma coroa corruptível. Nós o fazemos por uma coroa incorruptível.), perseguir o alvo (cf. Fl 3,14 "14. persigo o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual Deus nos chama, em Jesus Cristo.)alcançar o prêmio (cf Fl 3,14), lutar sem soltar soco no ar(cf. 1Cor 9,26), correr na direção certa (cf 1Cor 9,26). Ele fala em "luta" e "combate" (2Tm 4,7), em "pugilato" (cf. 1Cor 9,26). Conhece o esforço e a disciplina dos atletas (cf. 1Cor. 9,25). Provavelmente, mesmo depois de velho, ele acompanhava jogos e, quem sabe, torcia por algum time! 























sexta-feira, 25 de maio de 2012

26º - Questionamento Feito a Paulo

26º - Dizem que você é uma pessoa doente. É verdade? Como vai de saúde?

Paulo deve ter tido uma saúde de ferro para poder levar a vida que levou. Dos 40 aos 60 anos de idade, viajava a pé pelo mundo, percorrendo ao todo mais de 15 mil quilômetros, suportando canseiras, prisões, açoites, perigos de morte, flagelações, apedrejamento, naufrágios, perigos nas estradas, nos rios, nas serras, perigos por parte dos judeus e por parte dos falsos irmãos, a preocupação constante pelas comunidades, sem contar o trabalho profissional como fabricante de tendas de manhã até a noite, com salário minguado que o deixava com fome e sede e o obrigava a fazer vigílias e horas extras. Isso só é possivel para quem tem uma boa saúde. Ele mesmo conta isso na Segunda Carta aos Corintios (cf. 2Cor 11,23-28 "23. São ministros de Cristo? Falo como menos sábio: eu, ainda mais. Muito mais pelos trabalhos, muito mais pelos cárceres, pelos açoites sem medida. Muitas vezes vi a morte de perto. 24. Cinco vezes recebi dos judeus os quarenta açoites menos um. 25. Três vezes fui flagelado com varas. Uma vez apedrejado. Três vezes naufraguei, uma noite e um dia passei no abismo. 26. Viagens sem conta, exposto a perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte de meus concidadãos, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos entre falsos irmãos!   27. Trabalhos e fadigas, repetidas vigílias, com fome e sede, freqüentes jejuns, frio e nudez! 28. Além de outras coisas, a minha preocupação cotidiana, a solicitude por todas as igrejas!")
Mesmo assim, durante a segunda viagem missionária, a doença apareceu na vida de Paulo e o obrigou a fazer uma parada forçada na Galacia da Asia Menor (cf. Gl 4,13 "13. Estais lembrados de como eu estava doente quando, pela primeira vez, vos preguei o Evangelho") Ele aproveitou da ocasião para anunciar o Evangelho aos habitantes da regiãoe, assim, contribuiu para que surgisse a comunidade dos gálatas. Tratava-se, provavelmente, de uma doença nos olhos, pois, como ele mesmo diz na carta os gálatas queriam até "arrancar os próprios olhos para dá-los a Paulo" (cf. Gl 4,15 "15. Onde está agora aquele vosso entusiasmo? Asseguro-vos que, se possível fora, teríeis arrancado os vossos olhos para mos dar!") Alguns exegetas acham que o misterioso "aguilhão na carne", de que fala na Segunda Carta aos Corintios (cf. 2Cor 12,7"7. Demais, para que a grandeza das revelações não me levasse ao orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás para me esbofetear e me livrar do perigo da vaidade.") teria sido uma doença. É dificil saber o que era na verdade Paulo não o explica.
O fato de Paulo mostrar-se preocupado com a saúde dos companheiros e de recomendar a Timóteo que bebese um pouco de vinho por causa do estomago e das frequentes fraquezas (cf. 1Tm 5,23 "23. Não continues a beber só água, mas toma também um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes indisposições.") revela uma pessoa realista que sabia apreciar o imenso dom de uma boa Saúde. 




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São Paulo Descansando..





quarta-feira, 23 de maio de 2012

25° - Questionamento feito a Paulo.

25° - Quantas vezes você ja esteve preso, onde e porquê?

Paulo foi preso várias vezes: em Filipos (cf. At-16,23 " 16. Certo dia, quando íamos à oração, eis que nos veio ao encontro uma moça escrava que tinha o espírito de Pitão, a qual com as suas adivinhações dava muito lucro a seus senhores. 17. Pondo-se a seguir a Paulo e a nós, gritava: Estes homens são servos do Deus Altíssimo, que vos anunciam o caminho da salvação. 18. Repetiu isto por muitos dias. Por fim, Paulo enfadou-se. Voltou-se para ela e disse ao espírito: Ordeno-te em nome de Jesus Cristo que saias dela. E na mesma hora ele saiu. 19. Vendo seus amos que se lhes esvaecera a esperança do lucro, pegaram Paulo e Silas e levaram-nos ao foro, à presença das autoridades. 20. Em seguida, apresentaram-nos aos magistrados, acusando: Estes homens são judeus; amotinam a nossa cidade. 21. E pregam um modo de vida que nós, romanos, não podemos admitir nem seguir. 22. O povo insurgiu-se contra eles. Os magistrados mandaram arrancar-lhes as vestes para açoitá-los com varas. 23. Depois de lhes terem feito muitas chagas, meteram-nos na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança."), em Jerusalém (cf. At - 21,33 "33. Aproximando-se então o tribuno, prendeu-o e mandou acorrentá-lo com duas cadeias. Perguntou então quem era e o que havia feito.") em Cesaréia (cf. At 23,23), em Roma (cf. At 28,20 "20. Por esse motivo, mandei chamar-vos, para vos ver e falar convosco. Porquanto, pela esperança de Israel, é que estou preso com esta corrente."). Além disso, ele deve ter sofrido uma prisão muito pesada em Éfeso, de onde mandou cartas para os Filipenses (cf Fl 1,13 "13. Em todo o pretório e por toda parte tornou-se conhecido que é por causa de Cristo que estou preso."), para os Colossenses (cf Cl 4,18 "18. Minha saudação, de próprio punho: PAULO. Lembrai-vos das minhas cadeias. A graça esteja convosco!"), e talvez Filêmon (cf Fm 9,13 "13. Quisera conservá-lo comigo, para que em teu nome ele continuasse a assistir-me nesta minha prisão pelo Evangelho."). A prisão em Éfeso foi tão pesada, que ele chegou a perder a esperança de sobreviver (cf. 2Cor 1 8-9 "8. Não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia. Fomos maltratados ali desmedidamente, além das nossas forças, a ponto de termos perdido a esperança de sair com vida.  9. Sentíamos dentro de nós mesmos a sentença de morte, para que aprendêssemos a pôr a nossa confiança não em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos."). Foi como "uma luta contra animais selvagens" (Cf. 2Cor 11,23 "23. São ministros de Cristo? Falo como menos sábio: eu, ainda mais. Muito mais pelos trabalhos, muito mais pelos cárceres, pelos açoites sem medida. Muitas vezes vi a morte de perto.").

O motivo aduzido pelos adversários para pendê-lo nem sequer era o mesmo. Em Filipos, a acusação diz a propósito de Paulo e Silas "estes homens estão provocando a desordem em nossa cidade; sao judeus e pregam costumes que a nós, romanos, não é permitido aceitar nem seguir" (cf At 16,20-21). Em Jerusalém, os judeus gritavam ao povo contra Paulo: " Israelitas, socorro este é o homem que anda ensinando a todos e por toda a parte contra o nosso povo, contra a Lei e contra este lugar. Além disso ele trouxe gregos para dentro do templo profanando este santo lugar" (cf At 21-28). Em Cesaréia , o governador recebeu a seguinte escrita do oficial romano de Jerusalém a respeito de Paulo: "Verifiquei que ele era incriminado por questoes referente a lei que os rege, não havendo nenhum crime que justificasse morte ou prisão" (At. 23,29). E diante do tribunal a acusação dos próprios judeus dizia: "Verificamos que este homem é uma peste: ele promove conflitos entre os judeus do mundo inteiro e é também um dos líderes da seita dos nazareus. Ele tentou inclusive profanar o templo por isso, o prendemos" (cf At 24,5-6).

Apesar de Preso, Paulo continuava livre: escrevia cartas e anunciava o Evangelho "com firmeza e sem impedimento" (At 28,31). 
 






















 

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

24º - Questionamento feito a Paulo.

24° - Você já teve problema com a justiça? Já teve que comparecer diante do tribunal?

Em Corinto, pressionado pelos judeus, Paulo teve que comparecer diante do tribunal romano, onde Galião, irmão de Séneca, era pro cônsul. Este deu ganho de causa a Paulo contra os judeus (cf. At 18,12-16 "Sendo Galião pro cônsul da Acaia, levantaram-se os judeus de comum acordo contra Paulo e levaram-no ao tribunal e disseram:13. Este homem persuade os ouvintes a (adotar) um culto contrário à lei.14. Paulo ia falar, mas Galião disse aos judeus: Se fosse, na realidade, uma injustiça ou verdadeiro crime, seria razoável que vos atendesse.15. Mas se são questões de doutrina, de nomes e da vossa lei, isso é lá convosco. Não quero ser juiz dessas coisas.16. E mandou-o sair do tribunal.")
Em Jerusalém, a pedido do centurião romano, Paulo teve que comparecer diante do tribunal dos judeus, o Sinédrio (cf. At 22,30 - " No dia seguinte, querendo saber com mais exatidão de que os judeus o acusavam, soltou-o e ordenou que se reunissem os sumos sacerdotes e todo o Grande Conselho. Trouxe Paulo e o mandou comparecer diante deles."). Foi nessa ocasião que ele provocou um conflito entre os membros do próprio tribunal ao dizer que estava sendo julgado por sua fé na ressurreição (cf. At 23,6-7 "Paulo sabia que uma parte do Sinédrio era de saduceus e a outra de fariseus e disse em alta voz.: Irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus. Por causa da minha esperança na ressurreição dos mortos é que sou julgado. . Ao dizer ele estas palavras, houve uma discussão entre os fariseus e os saduceus, e dividiu-se a assembleia.") Desse modo, jogou os fariseus contra os saduceus. Os saduceus achavam a fé na ressurreição um absurdo. Assim, Paulo conseguiu impedir que fosse condenado. Nem houve julgamento (cf. At 23, 8-10 "(Pois os saduceus afirmam não haver ressurreição, nem anjos, nem espíritos, mas os fariseus admitem uma e outra coisa.)9. Originou-se, então, grande vozearia. Levantaram-se alguns escribas dos fariseus e contestaram ruidosamente: Não achamos mal algum neste homem. (Quem sabe) se não lhe falou algum espírito ou um anjo...10. A discussão fazia-se sempre mais violenta. O tribuno temeu que Paulo fosse despedaçado por eles e mandou aos soldados que descessem, o tirassem do meio deles e o levassem para a cidadela.") Levado para Cesaréia, Paulo teve que comparecer diante de Félix, o governador romano, que protelou o assunto e o deixou preso, sem julgamento, durante dois anos (cf. At 24,22-27 " Félix conhecia bem esta religião e, adiando a questão, disse: Quando descer o tribuno Lísias, então examinarei a fundo a vossa questão.23. Ordenou ao centurião que o guardasse e o tratasse com brandura, sem proibir que os seus o servissem.24. Passados que foram alguns dias, veio Félix com sua mulher Drusila, que era judia. Chamou Paulo e ouvia-o falar da fé em Jesus Cristo.25. Mas, como Paulo lhe falasse sobre a justiça, a castidade e o juízo futuro, Félix, todo atemorizado, disse-lhe: Por ora, podes retirar-te. Na primeira ocasião, chamar-te-ei.26. Esperava outrossim, ao mesmo tempo, que Paulo lhe desse algum dinheiro, pelo que o mandava chamar com frequência e se entretinha com ele.27. Decorridos dois anos, Félix teve por sucessor a Pórcio Festo. Querendo, porém, agradar aos judeus, deixou Paulo na prisão.") Festo o novo governador, quis que Paulo fosse julgado no tribunal de Jerusalém (cf. At. 25,9 "Mas Festo, querendo agradar aos judeus, disse a Paulo: Queres subir a Jerusalém e ser julgado ali diante de mim?") Foi nessa ocasião que Paulo apelou para o tribunal de Cesar em Roma (cf At. 25, 10-11 "Paulo, porém, disse: Estou perante o tribunal de César. É lá que devo ser julgado. Não fiz mal algum aos judeus, como bem sabes.11. Se lhes tenho feito algum mal ou coisa digna de morte, não recuso morrer. Mas, se nada há daquilo de que estes me acusam, ninguém tem o direito de entregar-me a eles. Apelo para César!") Ele sabia que a proposta de fazer o julgamento em Jerusalém era apenas um pretexto para poder assassina-lo numa emboscada durante a viagem para lá ( cf. At 25,3 " com insistência, como um favor, que o mandasse de volta para Jerusalém. É que queriam armar-lhe uma emboscada para o assassinarem no caminho."). Em Roma, ele continuou preso, por mais dois anos, aguardando o julgamento que, ao que tudo indica, não aconteceu por falta de provas (cf. At 28, 30-31 "30. Paulo permaneceu por dois anos inteiros no aposento alugado, e recebia a todos os que vinham procurá-lo.31. Pregava o Reino de Deus e ensinava as coisas a respeito do Senhor Jesus Cristo, com toda a liberdade e sem proibição.")

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

23° - Questionamento Feito a Paulo.

23° - Você já teve problemas com a polícia? Sofreu alguma perseguição?



Muitas vezes! Desde a sua primeira viagem missionária, ou melhor, desde o dia de sua conversão, Paulo encontrou resistência, era perseguido e molestado. Para impedir e dificultar a ação de Paulo, seus adversários recorriam à força da polícia, ao poder das autoridades ou a outros meios de pressão: em Damasco (cf. At. 9,23-24 - "Decorridos alguns dias, os judeus deliberaram, em conselho, matá-lo.24. Estas intenções chegaram ao conhecimento de Saulo. Guardavam eles as portas de dia e de noite, para matá-lo.") em Jerusalém. (cf. At. 9,29 - " Falava também e discutia com os helenistas. Mas estes procuravam matá-lo."), em Chipre (cf At. 13,8 - "Mas Élimas, o Mago - pois assim é interpretado o seu nome -, se lhes opunha, procurando desviar da fé o procônsul.") em Antioquia da Pisídia (cf. At 13,50 - " Mas os judeus instigaram certas mulheres religiosas da aristocracia e os principais da cidade, que excitaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé e os expulsaram do seu território.") , em Icônio (cf. At 14,5 - "Mas como se tivesse levantado um motim dos gentios e dos judeus, com os seus chefes, para os ultrajar e apedrejar,"), em Licaônia (cf At. 14,19 - " Sobrevieram, porém, alguns judeus de Antioquia e de Icônio que persuadiram a multidão. Apedrejaram Paulo e, dando-o por morto, arrastaram-no para fora da cidade."), em Filipos (cf At. 16,22 - " Depois de lhes terem feito muitas chagas, meteram-nos na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança.), em Tessalônica (cf. At. 17, 5-9 - "Os judeus, tomados de inveja, ajuntaram alguns homens da plebe e com esta gente amotinaram a cidade. Assaltaram a casa de Jasão, procurando-os para os entregar ao povo.6. Mas como não os achassem, arrastaram Jasão e alguns irmãos à presença dos magistrados, clamando: Estes homens amotinam todo o mundo. Estão agora aqui! E Jasão os acolheu!7. Todos eles contrariam os decretos de César, proclamando outro rei: Jesus.8. Assim excitavam o povo e os magistrados.9. E só depois de receberem uma caução de Jasão e dos outros é que os deixaram ir."), em Bereia (cf At 17,13 - "Mas os judeus de Tessalônica, sabendo que também em Beréia tinha sido pregada por Paulo a palavra de Deus, foram para lá agitar e sublevar o povo."), em Corinto (cf. At 18 12 - "Sendo Galião procônsul da Acaia, levantaram-se os judeus de comum acordo contra Paulo e levaram-no ao tribunal e disseram:,"), em Éfeso (cf. At 19,23-40 -" 23. Por esse tempo, ocorreu um grande alvoroço a respeito do Evangelho.24. Um ourives, chamado Demétrio, que fazia de prata templozinhos de Ártemis, dava muito a ganhar aos artífices.25. Convocou-os, juntamente com os demais operários do mesmo ramo, e disse: Conheceis o lucro que nos resulta desta indústria.26. Ora, estais vendo e ouvindo que não só em Éfeso, mas quase em toda a Ásia, esse Paulo tem persuadido e desencaminhado muita gente, dizendo que não são deuses os ídolos que são feitos por mãos de homens.27. Daí não somente há perigo de que essa nossa corporação caia em descrédito, como também que o templo da grande Ártemis seja desconsiderado, e até mesmo seja despojada de sua majestade aquela que toda a Ásia e o mundo inteiro adoram.28. Estas palavras encheram-nos de ira e puseram-se a gritar: Viva a Ártemis dos efésios!29. A cidade alvoroçou-se e todos correram ao teatro levando consigo Caio e Aristarco, macedônios e companheiros de Paulo.30. Paulo queria apresentar-se ao povo, mas os discípulos não o deixaram.31. Até alguns dos asiarcas, que eram seus amigos, enviaram-lhe recado, pedindo que não se aventurasse a ir ao teatro.32. Todos gritavam ao mesmo tempo. A assembleia era uma grande confusão e a maioria nem sabia por que se achavam ali reunidos.33. Então fizeram sair do meio da turba Alexandre, que os judeus empurravam para a frente. Alexandre, fazendo sinal com a mão, queria dar satisfação ao povo.34. Mas quando perceberam que ele era judeu, todos a uma voz gritaram pelo espaço de quase duas horas: Viva a Ártemis dos efésios!35. Então o escrivão da cidade (veio) para apaziguar a multidão e disse: Efésios, que homem há que não saiba que a cidade de Éfeso cultua a grande Ártemis, e que a sua estátua caiu dos céus?36. Se isso é incontestável, convém que vos sossegueis e nada façais inconsideradamente.37. Estes homens, que aqui trouxestes, não são sacrílegos nem blasfemadores da vossa deusa.38. Mas, se Demétrio e os outros artífices têm alguma queixa contra alguém, os tribunais estão abertos e aí estão os magistrados: institua-se um processo contra eles.39. Se tendes reclamação a fazer, a assembleia legal decidirá.40. Do que se deu hoje, até corremos risco de sermos acusados de rebelião, porque não há motivo algum que nos permita justificar este concurso."), em Jerusalém (cf At 21, 27-30 - "27. Ao fim dos sete dias, os judeus, vindos da Ásia, viram Paulo no templo e amotinaram todo o povo. Lançando-lhe as mãos,28. gritavam: Ó judeus, valei-nos! Este é o homem que por toda parte prega a todos contra o povo, a lei e o templo. Além disso, introduziu até gregos no templo e profanou o lugar santo.29. É que tinham visto Trófimo, de Éfeso, com ele na cidade, e pensavam que Paulo o tivesse introduzido no templo.30. Alvoroçou-se toda a cidade com grande ajuntamento de povo. Agarraram Paulo e arrastaram-no para fora do templo, cujas portas se fecharam imediatamente."). Ele mesmo informa: "Fui flagelado três vezes. Cinco vezes recebi quarenta golpes menos um" (2Cor 11,25). Uma vez a policia salvou a vida de Paulo. Foi em Jerusalém, quando ele corria perigo de ser linchado pela multidão na praça do Templo (cf. At. 21,31-32 - " 31. Como quisessem matá-lo, o tribuno da corte foi avisado de que toda Jerusalém estava amotinada.32. Ele tomou logo soldados e oficiais e correu aos manifestantes. Estes, ao avistarem o tribuno e os saldados, cessaram de espancar Paulo.").



segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

22° - Questionamento Feito a Paulo.

22° - Como cidadão romano, você chegou a prestar serviço militar?



Um cidadão romano era obrigado a prestar serviço militar nas legiões romanas. Mas é provável que Paulo tenha ficado isento, pois, como já vimos, os judeus conseguiram o privilégio da isenção do serviço militar por vários motivos, todos religiosos:
  1. O serviço militar dificultava a observância do sábado;
  2. Impedia a observância da lei da pureza e dos costumes alimentares próprios;
  3. Exigia dos soldados o culto ao imperador, proibido aos judeus em nome da sua fé em Deus.