Paulo tinha a profissão de fabricante de tendas e de outros objetos de couro (cf. At 18,
3). Alguns exegetas acham que ele tenha aprendido essa profissão durante sua estada em Jerusalém, enquanto estudava aos pés de Gamaliel. Pois, assim dizem, o ideal do bom rabino era ter uma profissão e viver do própio trabalho. Nesse caso, a profissão e o trabalho teriam um papel apenas secundário na vida de Paulo. O importante seria o fato de ele ser rabino ou doutor. Mas, como já vimos, ao que tudo indica, Paulo não estudou para ser rabino ou doutor. Nem é certo que esse ideal de rabino já existisse assim no primeiro século. E, como ainda veremos, a profissão e o trabalho tinham um papel não secundário, mais sim bem central na vida de Paulo.
O mais provável é que ele, como todo menino daquele tempo, tanto do mundo grego como do mundo judeu, tenha aprendido a profissão do própio pai, isto é, lá mesmo em Tarso. A profissão era uma característica da família. Passava de pai para filho. O aprendizado na oficina do pai começava aos 13 anos de idade e durava dois ou três anos. O menino tinha que trabalhar de sol a sol, obedecendo a uma disciplina muito rígida. Ele apredia a profissão do pai ou para ter meio de vida ou para se capacitar na condução dos negócios como sucessor do pai. Isso dependia do tamanho da fortuna e do negócio de pai.
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